Varais cheios e demanda por lavanderias cresce em várias cidades
O período de chuva e elevada umidade que já dura quase duas semanas no Centro-Sul do Brasil tem alterado a rotina doméstica de quem precisa secar roupas. Em São Paulo, onde setembro foi apontado como o mês mais chuvoso em 80 anos, moradores enfrentam dificuldade para deixar peças prontas no varal e recorrem a lavanderias e secadoras.
Moradores relatam improvisos dentro de casa. Em São Paulo, Roberta diz que parte das roupas fica acumulada no varal por quase uma semana e que, como último recurso, leva peças à lavanderia apenas para usar a secadora. Em São José dos Campos, Vanessa instalou um varal na cozinha e descreve a rotina como atrapalhada por tarefas domésticas.
O Climatempo informa que seis frentes frias trouxeram chuva ao Centro-Sul em um intervalo de 15 dias. Com o cenário de frio e umidade, aumentou a busca por soluções para secar roupas: pesquisas por “lavanderia perto de casa” subiram mais de 5.000% em relação ao mesmo período do ano passado; por “secadora de roupas” cresceram 350%; e por “pode secar roupas” aumentaram 600%.
Empresários do setor relatam salto na demanda. Em uma unidade na capital paulista, o movimento para secagem subiu pelo menos 50% em relação ao mês anterior. Em Sorocaba, a procura quase dobrou. Geórgia Guazzelli, proprietária de uma lavanderia, afirma que a secagem nas máquinas é mais rápida e evita o cheiro de umidade que fica quando as roupas secam no varal em dias úmidos.
Em São José dos Campos, a clientela tem levado principalmente roupas de cama e toalhas. A empresária Liliane da Silva Souza observa aumento na procura por esses itens justamente pela dificuldade de secá-los em casa.
O Sebrae estima que o Brasil conta com cerca de 27 mil lavanderias, das quais aproximadamente 3 mil operam no formato self-service. A intensificação do movimento foi percebida em diversas capitais; em Curitiba, por exemplo, há até quem torça por continuidade do tempo chuvoso para manter o fluxo de clientes.
Segundo previsões, a chuva deve ganhar força na Região Sul a partir desta sexta-feira (18), o que pode prolongar a necessidade de alternativas à secagem ao ar livre.
Com informações de G1




