Com a chegada do inverno, as toucas com pompom voltam a figurar como peça coringa para proteção contra o frio e complemento estético. Além de aquecer, o detalhe esférico passou a ser associado ao estilo, mas sua presença nas vestimentas tem raízes históricas que remontam a diferentes culturas e funções.
Origens nórdicas e registros arqueológicos
O uso de pompons está documentado desde a era dos Vikings, entre os anos 800 e 1060. Na Escandinávia, achados indicam que esses enfeites eram incorporados a peças de vestuário. Uma estatueta do deus Freyr, encontrada na Suécia, mostra um capacete com um elemento similar a um pompom no topo, o que sustenta a presença desse detalhe em objetos de época.
Funções religiosas e práticas
Além da associação com a cultura viking, os pompons apareceram em contextos religiosos. Eles eram empregados em chapéus conhecidos como bireta, usados por padres e bispos, servindo como símbolo ligado à dignidade e ao ofício religioso.
Uso marítimo e aspecto prático
Outra explicação para a adoção dos pompons aponta para os marinheiros franceses, que teriam incorporado o acessório por motivos práticos: o adorno ajudava a prevenir batidas na cabeça contra estruturas baixas a bordo de navios, minimizando impactos causados pelo balanço.
Da função à moda
Ao longo dos séculos, o elemento migrou do funcional para um papel predominantemente estético. Modelos de chapéus existem há mais de cinco mil anos, inicialmente com a finalidade de proteção contra o sol. Com o tempo, certos tipos de chapéus passaram a indicar posição social e, a partir do século 18, ganharam destaque também como artigos de elegância masculina.
Hoje, as toucas com pompom são versáteis e combinam com diferentes propostas de vestimenta, sendo adotadas por faixas etárias variadas e em situações que vão do passeio casual a ocasiões de maior formalidade, mantendo a função de aquecer nos dias frios sem perder apelo visual.
Com informações de Uberlandianofoco




