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sábado, outubro 10, 2026

Trump acusa dirigentes do Fed de quererem “ver o país ir mal”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (7) que alguns dirigentes do Federal Reserve “gostariam de ver o país ir mal”, ao ser questionado por um repórter sobre as taxas de financiamento imobiliário, que permanecem altas no país.

As taxas das hipotecas costumam seguir o comportamento da taxa básica de juros da economia americana. Na semana passada, a taxa dos financiamentos imobiliários de 30 anos atingiu o maior patamar em quase três anos.

Ao comentar o tema no Salão Oval, Trump elogiou Kevin Warsh, presidente do Fed e indicado por ele para comandar o banco central, mas afirmou que outros membros do conselho, em sua avaliação, prefeririam ver a economia em pior situação porque defendem juros mais altos. “Gostariam de ver o país ir mal, na minha opinião, porque acho que os juros deveriam cair”, disse o presidente.

Ao lado de Trump, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, atribuiu o nível elevado da inflação a um “choque de energia”. Bessent afirmou que, assim que o conflito com o Irã for ultrapassado, o mercado de energia ficará bem abastecido e a economia irá em direção à meta do Fed, o que, segundo ele, deve levar as taxas de hipoteca e os rendimentos dos Treasuries de 10 anos a recuarem.

Alta de juros e justificativas do Fed

Na última reunião do Federal Reserve, o banco central elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual, levando-a para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta desde julho de 2023 e encerrou uma sequência de cinco reuniões com juros inalterados. A decisão ocorreu diante da disparada do preço do petróleo, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, que reforçou preocupações com a inflação.

Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) destacou que a atividade econômica dos EUA seguia se expandindo em ritmo sólido e que “os gastos domésticos têm se mostrado resilientes”, apesar da elevada incerteza causada por acontecimentos geopolíticos. O comitê informou que a decisão levou em conta o duplo mandato do Fed: controlar a inflação e promover o máximo emprego.

Novas projeções internas do Fed indicaram que a maioria de seus integrantes esperava pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto percentual em 2026.

Em entrevista coletiva, Warsh foi questionado sobre os pedidos de Trump por juros menores. O presidente do Fed respondeu de forma sucinta: “Nós cuidamos da nossa área. Independência é uma via de mão dupla.” Warsh também afirmou que a inflação não apresentou melhora significativa: “O fato é que a inflação está alta demais e está assim há tempo demais”.

Em agosto, o índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA registrou alta de 3,4% no acumulado em 12 meses, acima da meta de 2% do banco central. Warsh acrescentou que os dados de inflação do verão norte-americano não indicavam uma melhora substancial nas tendências subjacentes e ressaltou que muitas categorias de preços apresentavam taxas superiores a 3% tanto em seis meses quanto em 12 meses, o que sustentou a decisão do Fomc.

Os dirigentes do Federal Reserve também concordaram, segundo Warsh, que a economia americana “parece estar se fortalecendo”.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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