O presidente americano Donald Trump anunciou, em 8 de outubro de 2026, que considerará como “inimigo” quem se recusar a substituir a expressão “inteligência artificial” por “superinteligência”. A mensagem foi divulgada na plataforma Truth Social e representa a mais recente tentativa do governo de padronizar o uso do termo.
Trump havia antecipado a mudança de nomenclatura em 22 de setembro de 2026, durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, quando afirmou que a nova expressão soava melhor. Após essa declaração, em setembro, o presidente assinou um decreto determinando que órgãos federais norte-americanos adotassem oficialmente o termo “superinteligência”.
Na publicação de 8 de outubro, o presidente não detalhou de que forma planeja aplicar a ameaça de tratar como “inimigo” aqueles que continuarem a usar “inteligência artificial”, nem apresentou mecanismos de fiscalização ou sanções associadas à orientação.
A obrigatoriedade definida pelo decreto vale apenas para entidades do governo federal e não se estende ao setor privado. Ainda assim, o uso da nova denominação já aparece em comunicações internas de algumas empresas: a Meta, por exemplo, chegou a empregar o termo em documentos internos, e Elon Musk, CEO da Tesla e aliado político de Trump, também tem utilizado “superinteligência” em publicações na rede X.
Defensor de avanços tecnológicos, Trump tem buscado vincular a tecnologia a uma imagem positiva diante do aumento de preocupações públicas com segurança e de protestos registrados em locais onde há projetos para construção de centros de dados. Essas manifestações têm refletido apreensões locais sobre impactos ambientais, consumo de energia e riscos associados a sistemas avançados de computação.
Analistas e representantes do setor não foram citados na declaração mais recente, e o presidente tampouco ofereceu esclarecimentos sobre possíveis implicações legais ou administrativas da mudança terminológica para entidades fora do governo federal. A iniciativa reafirma uma estratégia do Executivo de controlar a narrativa pública sobre tecnologia, sem, por enquanto, prever medidas que alcancem empresas privadas.
A notícia encerra-se com a confirmação pública do posicionamento do presidente e a informação de que o decreto federativo já está em vigor para órgãos governamentais.
Com informações de G1




