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Trump diz que EUA podem escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz se for necessário

Washington, 3 de março de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta terça-feira (3) que a Marinha americana poderá escoltar navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz caso o tráfego da rota seja considerado ameaçado.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que, se for preciso, a Marinha vai iniciar as escoltas “o mais rápido possível” para garantir o livre fluxo de energia ao resto do mundo. O presidente acrescentou que o poder econômico e militar dos EUA é “o maior da Terra” e que novas medidas poderão ser anunciadas.

A declaração de Trump foi divulgada depois de comunicações da Guarda Revolucionária do Irã indicando que a passagem pelo estreito não seria segura. Na segunda-feira (2), o governo iraniano anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e declarou que pode atacar embarcações que tentem transitar pela rota.

Autoridades militares americanas, porém, disseram que a via marítima não está oficialmente bloqueada, embora a tensão na região — crucial para o abastecimento global de energia — tenha aumentado.

Além da possível escolta naval, Trump afirmou ter determinado, “com efeito imediato”, que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) ofereça seguro contra risco político e garantias financeiras para todo o comércio marítimo que transite pelo Golfo, com foco especial no transporte de energia. Segundo ele, as medidas estarão acessíveis a todas as companhias de navegação e terão custo considerado “muito razoável”.

As falas entre iranianos e americanos tiveram repercussão imediata nos mercados internacionais. Na terça-feira, os preços do petróleo subiram de forma acentuada: pela manhã, o barril de Brent para entrega em maio avançou 8,43%, cotado a US$ 84,29; às 15h, a alta desacelerou para 7,04%, com o preço em US$ 83,21. O petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) para vencimento em abril subiu 8,79%, a US$ 77,49.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, ligando grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Estima-se que cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente passa por essa faixa estreita; qualquer interrupção no fluxo pode reduzir a oferta mundial e pressionar preços de combustíveis, transporte e inflação em diversos países.

As declarações das autoridades iranianas e americanas passaram a ser monitoradas por investidores e governos diante do temor de que o conflito se amplie e afete diretamente o mercado internacional de energia.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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