O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chega ao primeiro turno das Eleições 2026, neste domingo (4), com 100% do seu consumo de energia elétrica compensado por geração solar, segundo informações da administração do próprio tribunal. Trata-se da primeira vez que a Justiça eleitoral opera totalmente com energia fotovoltaica em seu consumo.
O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, destacou que a adoção da energia solar representa eficiência e responsabilidade com recursos públicos, ao mesmo tempo em que consiste em energia limpa para a administração pública.
De acordo com os responsáveis pelo projeto, a usina deve proporcionar ao tribunal uma economia média de R$ 745,3 mil por ano, o que equivale a cerca de R$ 62 mil por mês, representando uma redução aproximada de 11,5% nos custos com eletricidade. Atualmente, o TSE consome em média 582,8 mil kWh por mês, com gasto mensal médio de R$ 576,6 mil.
Como funciona a geração compartilhada
A usina instalada possui potência de 4 megawatts-pico (MWp) e é composta por 5.628 painéis solares distribuídos em cerca de nove hectares — área equivalente a aproximadamente nove campos de futebol. A previsão de geração é de 7,7 gigawatts-hora (GWh) por ano, energia suficiente para abastecer aproximadamente 1.830 residências com quatro moradores e consumo médio de 350 kWh por mês.
Segundo a Terracap, a área escolhida apresentava restrições para aproveitamento imobiliário convencional, o que motivou a utilização do terreno para geração de energia em vez de permitir que permanecesse ocioso. A vida útil estimada para a usina é de 30 anos.
Ao longo desse período, a geração solar pode evitar a emissão de cerca de 18,5 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂). Descontadas as emissões vinculadas à fabricação, instalação e operação da própria usina, o saldo positivo estimado é de 10,6 mil toneladas de CO₂, equivalente ao carbono absorvido por cerca de 176 mil mudas de árvores.
O modelo já é utilizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que opera uma usina fotovoltaica de 3,5 MWp.
Com informações de G1




