O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes, concedeu entrevista coletiva no início da tarde deste domingo (4) para detalhar o andamento das votações em todo o país. Segundo o boletim apresentado, 932 urnas eletrônicas apresentaram algum tipo de mal funcionamento e precisaram ser substituídas até o período mencionado.
Das ocorrências registradas, 72 substituições foram realizadas em Minas Gerais. O TSE lembrou que a troca de urnas é um procedimento previsto e parte da rotina operacional do pleito, por isso mantém equipamentos de contingência em todas as seções eleitorais para permitir a substituição imediata quando uma falha é detectada.
Estrutura de urnas e contingência
Para as Eleições Gerais de 2026, o Tribunal disponibilizou 563.910 urnas eletrônicas em todo o território nacional. Deste total, 499.248 urnas foram utilizadas na votação e 64.662 ficaram reservadas como contingência para eventuais trocas, conforme informou a Corte.
Causas das falhas e impacto na apuração
Segundo o presidente do TSE, a maior parte das substituições decorreu de oscilações na rede elétrica provocadas por tempestades e chuvas fortes, com destaque para o estado do Paraná, onde as precipitações também dificultaram temporariamente o deslocamento de eleitores pela manhã. Além disso, foram registradas falhas mecânicas pontuais, como botões travados ou emperrados.
O tribunal explicou que problemas em urnas não comprometem a contabilização dos votos. Mesmo quando há defeito, é possível extrair o Boletim de Urna (BU), documento que é encaminhado aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e ao TSE, e a votação prossegue normalmente a partir do equipamento substituto.
Segurança e desinformação
Na coletiva, o ministro também abordou o combate à desinformação. A Justiça Eleitoral informou que as ocorrências relacionadas a notícias falsas registradas até então já vinham sendo monitoradas pela Corte nos dias anteriores, sem identificação de novos fluxos relevantes que pudessem impactar o processo eleitoral.
Foram mencionadas ainda questões sobre riscos externos e segurança de embaixadas de países estrangeiros no Brasil, como Austrália e Estados Unidos. As apurações conduzidas pelo Tribunal e por órgãos de segurança não identificaram riscos de ataque nem ameaças significativas ao pleito.
Apesar dos problemas pontuais, incluindo filas em algumas zonas eleitorais, quedas temporárias de energia e a necessidade de substituição de urnas, a avaliação do TSE é de que as eleições seguem com tranquilidade e dentro da normalidade em todo o país. Uma nova coletiva está prevista para o final do dia, após o encerramento da votação e a consolidação dos resultados do 1º turno.
Com informações de Paranaibamais




