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sábado, outubro 24, 2026

Vencedores do 31º Prêmio Jovem Cientista são homenageados em cerimônia em Brasília

A cerimônia de entrega do 31º Prêmio Jovem Cientista reuniu estudantes, pesquisadores e autoridades nesta quinta-feira (26) no SESI-Lab, em Brasília. O evento marcou a premiação de propostas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas e foi transmitido pela Globo.

Promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação Roberto Marinho, com patrocínio master da Shell e apoio da Editora Globo e do Canal Futura, o prêmio recebeu 919 inscrições ao longo de 2025. O tema deste ano desafiou jovens a apresentar soluções sustentáveis, resilientes e eficazes para mitigação de desastres climáticos.

Ao todo, 12 trabalhos foram reconhecidos — 10 de pesquisadores e duas instituições — entre estudantes do ensino médio, universitários e pesquisadores de mestrado e doutorado. Os vencedores receberam bolsas, notebooks e premiações em dinheiro que variam de R$ 12 mil a R$ 40 mil.

O secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, ressaltou a integração entre método científico e saberes locais, destacando que os projetos premiados aproximam ciência, cultura, território e ancestralidade. Para o presidente do CNPq, Olival Freire Junior, a presença expressiva de vencedores do Norte e do Nordeste demonstra a difusão da vocação científica pelo país e foi apontada como um ganho para o futuro nacional. Freire Junior também anunciou que o tema da próxima edição será “Inteligência Artificial para o Bem Comum”.

Representantes da Shell Brasil enfatizaram o papel do prêmio em estimular a inovação entre jovens frente a desafios complexos como as mudanças climáticas.

Vencedores por categoria

Estudante do Ensino Médio

– 1º lugar: Raul Victor Magalhães Souza, 16 anos (Ceará). Desenvolveu um modelo que combinou conhecimentos tradicionais dos chamados “profetas das chuvas” com inteligência artificial, alcançando 94,5% de precisão em previsões climáticas na região do Vale do Jaguaribe. O projeto será ampliado para outras áreas e o autor foi selecionado para a Regeneron International Science and Engineering Fair, com patrocínio da Fundação Roberto Marinho.

– 2º lugar: Beatriz Vitória da Silva, 18 anos (Pernambuco). Criou um filtro à base de cascas de fruta-do-conde que reduz consumo de água e poluentes na produção de casas de farinha.

– 3º lugar: Gabriel da Silva Santos, 19 anos (Pernambuco). Desenvolveu um sistema de monitoramento do crescimento de plantas de girassol ornamental no agreste pernambucano.

Estudante do Ensino Superior

– 1º lugar: Manuelle da Costa Pereira, 23 anos (Amapá). Criou um kit de energia solar portátil para uso em castanheiros na Floresta Amazônica, permitindo iluminação de acampamentos e recarga de baterias, com redução do uso de combustíveis. Ela é a primeira premiada do Amapá.

– 2º lugar: Isac Diógenes Bezerra, 22 anos (Ceará). Desenvolveu um sistema de monitoramento em tempo real do consumo de água baseado em Internet das Coisas.

– 3º lugar: Anna Giullia Toledo Hosken, 21 anos (Rio de Janeiro). Integra dados clínicos e mapas de risco para aumentar a eficácia de ações preventivas contra catástrofes climáticas em Petrópolis.

Categoria Mestre e Doutor

– 1º lugar: Elizângela Aparecida dos Santos, 32 anos (Minas Gerais). Criou um índice para identificar municípios brasileiros mais resilientes às mudanças climáticas, que cruza indicadores sociais, econômicos, estruturais, ambientais e climáticos, e pode orientar políticas públicas. Entre os achados, municípios mais resilientes frequentemente apresentam prefeituras lideradas por mulheres, maior assistência técnica rural, associações sindicais e maior acesso a saneamento básico e eletricidade.

– 2º lugar: Luiz Fernando Esser, 33 anos (Paraná). Biólogo que desenvolveu um algoritmo para facilitar o uso de métodos de alta precisão em projeções climáticas.

– 3º lugar: Tauany Aparecida da Silva Santa Rosa Rodrigues, 31 anos (Rio de Janeiro). Criou um sistema automatizado que avalia os impactos das alterações térmicas em ecossistemas aquáticos continentais.

Foram inscritas 352 propostas na categoria de Mestre e Doutor, 211 na de Estudante do Ensino Superior e 356 no Ensino Médio.

Além das categorias principais, a professora Ana Paula Melo, do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu o prêmio de Mérito Científico. Na categoria Mérito Institucional Ensino Superior, o vencedor foi a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na categoria Mérito Institucional Ensino Médio, a primeira colocação ficou com a Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, de Pernambuco.

O evento reafirmou o papel da educação científica como instrumento para buscar soluções diante da crise climática e premiou iniciativas que aproximam tecnologia, tradição e práticas locais.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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