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quarta-feira, outubro 14, 2026

Yaras têm março decisivo e buscam retorno à elite do rugby sevens

Seleção feminina disputará duas etapas da divisão de acesso com destaque para Thalia Costa

Em março, a seleção feminina de rugby sevens do Brasil, conhecida como Yaras, disputa as últimas etapas da segunda divisão do Circuito Mundial, em busca de uma vaga entre as primeiras da modalidade. A equipe joga nos dias 21 e 22 de março em Montevidéu, no Estádio Charrúa, e no fim de semana seguinte, 28 e 29 de março, no Estádio Nicolau Alayon, em São Paulo.

Entre as seis equipes que brigam pelo acesso, o Brasil conta com a presença de Thalia Costa, 28 anos, atleta maranhense com destaque internacional. Na temporada anterior ela foi incluída no chamado “Time dos Sonhos” do circuito e aparece em 14º lugar no ranking histórico de pontuadoras. Em sete participações no circuito, Thalia somou 127 tries; só na última temporada registrou 29 tries em seis etapas, ficando na terceira colocação entre as artilheiras da competição.

A rápida transição de Thalia em direção à linha de fundo é um dos principais trunfos da seleção. A velocista alcança velocidades superiores a 30 quilômetros por hora, um reflexo do passado no atletismo, onde competia nas provas de 100 e 200 metros. A jogadora iniciou no rugby em 2017 e, dois anos depois, recebeu a primeira convocação para a seleção, passando a treinar em São Paulo.

A técnica neozelandesa Crystal Kaua destacou o conjunto de qualidades da atleta, ressaltando a velocidade e a resistência para manter o ritmo durante as partidas, além da capacidade de aproveitar espaços em campo, características valorizadas pela comissão técnica.

Thalia divide a rotina de seleção com a irmã gêmea Thalita, que também integra as Yaras. As irmãs mantêm uma relação próxima desde a formação esportiva e hoje atuam juntas na equipe nacional.

Em 2025, Thalia e a também jogadora Gabriela Lima tiveram experiência internacional atuando pelo clube japonês Mie Pearls, primeira passagem de ambas por uma liga estrangeira. Thalia afirmou que a vivência no Japão foi positiva, com conquista de etapas na liga local e desejo de voltar ao país.

Para garantir o acesso à elite, o Brasil precisa terminar entre as quatro melhores seleções ao final das etapas em Montevidéu e São Paulo. As quatro classificadas se juntarão às oito equipes da primeira divisão para o Campeonato Mundial, que terá 12 times e três etapas em Hong Kong, Valladolid (Espanha) e Bordeaux (França).

Na abertura do torneio da segunda divisão, realizada em Nairobi entre 14 e 15 de fevereiro, as brasileiras terminaram em sexto lugar, com uma vitória em cinco jogos; a ordem das equipes naquela etapa foi Argentina, África do Sul, Espanha, China e Quênia. Thalia, que integrou o Brasil nas Olimpíadas de 2020 e 2024 e venceu bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023, afirmou que a equipe vem passando por renovação com jogadoras mais jovens e que busca aprimorar a conexão dentro de campo para evoluir nas próximas etapas.

Com informações de Agência Brasil

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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