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domingo, outubro 18, 2026

Governo arrecada R$ 425 milhões com “taxa das blusinhas” em janeiro; vice Alckmin diz que medida protege empregos

TRANSMISSÃO: Globo | Record

O governo federal recolheu R$ 425 milhões em janeiro deste ano com o imposto de importação sobre encomendas internacionais conhecido como “taxa das blusinhas”. Segundo a Receita Federal, o valor representa alta de 25% em relação a janeiro de 2025, quando a arrecadação foi de R$ 340,9 milhões.

Em termos de volume, foram registradas 15,3 milhões de remessas internacionais no primeiro mês deste ano, ante 11,4 milhões em janeiro de 2025, informou o Fisco.

No âmbito político, fontes citadas pelo jornal O Globo relatam que setores da ala política do governo, com protagonismo do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, vinham avaliando a possibilidade de revogar a cobrança em ano eleitoral. Paralelamente, a Câmara dos Deputados discute projeto de lei que prevê a isenção do imposto para compras por comércio eletrônico de até US$ 50, o que acabaria com a chamada “taxa das blusinhas”.

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse não estar participando do debate sobre a revogação, mas lembrou que no passado defendeu a cobrança como forma de proteger a produção, o emprego e a renda no país. Alckmin, que deixou recentemente o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para disputar a reeleição como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou que produtos fabricados no Brasil enfrentam carga tributária média entre 45% e quase 50%, enquanto os importados chegam a pagar menos.

A Receita também destacou resultados acumulados: em 2025 a taxa arrecadou R$ 5 bilhões, contribuindo para que o governo atingisse a meta fiscal do ano. O Fisco informou que 50 milhões de brasileiros passaram a utilizar empresas habilitadas no Programa Remessa Conforme (PRC) para cumprir obrigações tributárias sobre encomendas internacionais. Segundo o órgão, o número de encomendas fora do programa caiu de 16 milhões em 2024 para 6,5 milhões em 2025.

A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 foi aprovada pelo Congresso e passou a vigorar em agosto de 2024, alcançando remessas que antes estavam isentas quando realizadas por empresas integradas ao Remessa Conforme. A medida foi implementada em resposta à pressão de setores da indústria nacional após o aumento das compras digitais e à diferença de tributação entre produtos nacionais e importados. O presidente Lula sancionou o projeto, apesar de classificar a decisão como “irracional”.

Empresas do setor têxtil afirmaram que a taxação ajudou a preservar empregos no país. Ao mesmo tempo, a cobrança tem agravado a situação financeira dos Correios, que enfrentam forte crise.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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