Um dos tripulantes de aeronaves militares dos Estados Unidos foi localizado e retirado da área onde dois caças foram abatidos no centro do Irã na sexta-feira (3), segundo reportagens norte-americanas. De acordo com a rede CBS, o piloto ejetou-se e foi resgatado; o outro ocupante segue desaparecido até o momento.
O Pentágono informou ter mobilizado equipes de busca imediatamente após perder contato com as duas aeronaves que operavam na região. Fontes iranianas, porém, apresentaram versões distintas sobre a operação de salvamento. A agência Tasnim afirmou que as tentativas de resgate promovidas por Washington não atingiram o objetivo inicial.
Imagens divulgadas durante o dia por uma emissora estatal na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do Irã, mostraram destroços de dois aviões militares dos EUA no solo iraniano. As imagens foram as primeiras desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, a registrar restos de um caça abatido no território iraniano. Em nota, o Exército iraniano confirmou a ação.
Relatos internacionais indicam que as aeronaves derrubadas foram um F-15E e um F-35, atingidos em pontos geográficos diferentes. O Ministério da Defesa do Irã sustenta que ambas as unidades penetraram o espaço aéreo iraniano antes de serem alcançadas pelos projéteis dos sistemas de defesa local.
Separadamente, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) detalhou uma operação realizada na manhã de sexta-feira por suas forças navais e aeroespaciais contra alvos ligados aos Estados Unidos. Segundo o comunicado da IRGC, na primeira fase da ofensiva foram destruídos navios anfíbios estadunidenses no porto de Shuwaikh, no Kuwait, por mísseis balísticos, e um sistema radar de alerta antecipado na base de Jabal al-Dukhan, no Bahrein, foi neutralizado por ataque de drone.
O episódio foi apresentado pelo Irã como resposta a ameaças públicas do presidente Donald Trump, que, em postagem na rede Truth Social, havia prometido atingir infraestruturas iranianas, citando pontes e usinas elétricas; no dia anterior, uma ponte próxima a Teerã foi destruída.
Autoridades iranianas e americanas divergem quanto aos detalhes técnicos e às perdas humanas decorrentes dos confrontos. A Guarda Revolucionária afirma que, desde o início do conflito, foram abatidos dois F-35, um F-18, dois F-16, quatro F-15 e 155 drones. Os Estados Unidos confirmaram oficialmente a perda de três F-15 — em um episódio atribuído a fogo amigo — e de um avião-tanque KC-135, além de informar 13 militares mortos e 348 feridos em combates.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou publicamente os Estados Unidos, lembrando as frequentes declarações do presidente Trump sobre ter derrotado o Irã e criticando a atual situação de busca por pilotos. Por sua vez, Trump reconheceu a perda de equipamentos, declarou que os Estados Unidos estão em guerra e afirmou que o episódio não impediria esforços diplomáticos e negociações entre as partes.
As investigações e as checagens sobre as circunstâncias precisas dos abates e das operações de salvamento permanecem em curso, com versões conflitantes entre Teerã e Washington.
Com informações de Uberlandianofoco




