A operadora Hapvida entrou com ação judicial em Minas Gerais cobrando cerca de R$ 11,9 milhões de membros da família Vorcaro relacionados à aquisição do Grupo Promed, vendida em 2021.
Na ação, protocolada na Justiça de Minas Gerais, a Hapvida aponta como réus os empresários Henrique Moura Vorcaro, Daniel Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel, que atuaram como vendedores na negociação. Segundo a empresa, os valores reclamados correspondem a perdas financeiras originadas por eventos ocorridos antes do fechamento do negócio, mas que só se verificaram posteriormente, e que, conforme o contrato, deveriam ser indenizadas pelos vendedores.
A compra do Grupo Promed pela Hapvida movimentou cerca de R$ 1 bilhão. Entre as unidades do grupo adquiridas estava o Hospital Vera Cruz, situado no bairro Barro Preto, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A Hapvida informa que, desde o fechamento do negócio, já foram contabilizados prejuízos superiores a R$ 22 milhões.
Parte desse montante teria sido compensada por créditos do próprio Daniel Vorcaro, mas, de acordo com a petição da Hapvida, permanece em aberto um saldo aproximado de R$ 11,9 milhões — valor agora exigido judicialmente. A operadora afirma ter notificado os réus diversas vezes, com base nos relatórios previstos em contrato, mas que os pagamentos não foram efetuados dentro dos prazos estabelecidos.
O processo destaca ainda que os três integrantes da família Vorcaro possuem responsabilidade solidária, o que permite à Hapvida cobrar o total do débito de qualquer um dos citados. No documento, a empresa menciona que Daniel Vorcaro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e pediu que a citação judicial seja enviada por carta ao local onde ele se encontra preso.
Além do montante principal, a Hapvida requereu na ação a aplicação de correção monetária, juros e multa por atraso, conforme as cláusulas contratuais. O processo aguarda análise inicial na Justiça de Minas Gerais e, até a última atualização da reportagem, não havia decisão sobre o caso.
O G1 informou que tentou contato com a defesa dos réus e com o grupo Hapvida, sem obter retorno até a última atualização da matéria.
Com informações de G1




