Transmissão: Band
A Volkswagen afirmou que o motor de três cilindros EA 211, com versões 1.0 MPi e 1.0 TSI, não será descartado pela marca, apesar de rumores recentes. Segundo Stefan Voswinkel, chefe de Comunicação de Produto da montadora, houve apenas uma paralisação no avanço de melhorias para o propulsor quando os primeiros rascunhos da norma Euro 7 foram divulgados em 2024.
Os motores 1.0 MPi e 1.0 TSI estrearam localmente com o lançamento do Up!, em 2014, e se espalharam por diversas famílias da marca na região, do Gol ao Golf de sétima geração. Atualmente, a unidade tricilíndrica segue presente em modelos da plataforma MQB produzidos no Brasil, como Polo, T-Cross, Nivus, Virtus e Tera, mantendo papel relevante na linha regional.
Voswinkel explicou que os requisitos iniciais do Euro 7 eram muito restritivos, o que motivou a interrupção do desenvolvimento da versão EU7 do TSI 1.0. Com a legislação europeia sendo revisada e posteriormente flexibilizada, a Volkswagen agora avalia se será viável empregar o motor em carros menores, como Polo e T-Cross, em determinados mercados europeus.
No passado, o 1.0 TSI também equipou versões de entrada de modelos médios do Grupo Volkswagen, como Golf, Skoda Octavia, SEAT Leon e Audi A3. Atualmente, porém, essa aplicação foi reduzida, ficando o tricilíndrico restrito a carros menores — entre eles Polo, Skoda Fabia, SEAT Ibiza e o Audi A1, este último prestes a sair de linha.
Nas variantes de modelos médios, o grupo tem optado por uma versão suavizada do 1.5 TSI (evolução do 1.4 usado no Brasil), com quatro cilindros e potências de 84 kW (114 cv) e 109 kW (148 cv) conforme a calibração. Nas versões de maior desempenho, a montadora utiliza o motor 2.0 EA888 em diferentes ajustes, que pode chegar a 242 kW (329 cv) no Golf R.
No Brasil, motor 1.0 pode receber eletrificação leve
No mercado brasileiro não há previsão de aposentadoria dos tricilíndricos no médio prazo. Os propulsores MPI e TSI continuam amplamente empregados pela Volkswagen no país, beneficiados também pela tributação reduzida para motores de até 1.000 cm³. Entretanto, a evolução das normas de emissões do Proconve pode levar à adoção de eletrificação leve (MHEV) para o 1.0, seguindo um caminho semelhante ao do 1.0 T200 da Fiat.
Com a análise da legislação final do Euro 7 e a revisão de estratégias para modelos médios, a VW mantém o motor em sua gama, mas reavalia aplicações futuras conforme as regras ambientais e as demandas de mercado.
Com informações de Uberlandianofoco




