Pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos aumentaram na primeira semana de abril, segundo dados divulgados nesta semana. Foram registradas 219 mil solicitações iniciais, alta de 16 mil em relação à semana anterior, quando o total foi de 203 mil — um avanço de cerca de 7,9% na comparação semanal.
O número superou a expectativa de analistas citada pela agência Reuters, que projetavam aproximadamente 210 mil pedidos. Os chamados pedidos iniciais correspondem às solicitações feitas por trabalhadores que recorrem ao seguro-desemprego pela primeira vez após perder o emprego, e são considerados um indicador das demissões na economia.
Além das solicitações iniciais, os dados mostram também os pedidos continuados — que representam as pessoas que seguem recebendo o benefício depois da requisição inicial. Esse total ficou em 1,794 milhão na semana encerrada em 28 de março, recuo de 38 mil ante a semana anterior.
As leituras sobre mercado de trabalho chegam num contexto marcado por incertezas econômicas, inflação elevada e tensões geopolíticas que pressionam os preços. A recente alta no custo do petróleo contribuiu para que o preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassasse US$ 4 por galão, afetando o consumo e as expectativas inflacionárias.
A inflação permanece como foco principal. Projeções indicam aumento nos preços ao consumidor em março, na sequência de altas já registradas nos meses anteriores. Economistas citados no relatório destacam que a elevação dos custos de insumos, reforçada por tensões no Oriente Médio, pode manter a pressão sobre os níveis de preços.
Nesse cenário, o Federal Reserve mantém a taxa básica de juros na faixa atual enquanto observa os impactos da inflação e do panorama internacional. A autoridade monetária monitora indicadores de emprego e de preços para orientar suas decisões sobre a política monetária.
Os dados recentes sobre pedidos de auxílio e as sinalizações de inflação serão acompanhados por agentes do mercado e pelo próprio Federal Reserve à medida que forem avaliando os próximos passos da economia norte-americana.
Com informações de G1




