A Expo Agro de Itapetininga, com mais de cinco décadas de existência, segue como evento que reúne gerações e movimenta a economia local. Em 2026, a mostra agropecuária permanece destacada na rotina de criadores e expositores, mesclando tradição e negócio.
Décio Albino de Oliveira é exemplo dessa continuidade. Participante desde a década de 1960, quando a festa ocupava espaço bem menor e tinha poucos animais, ele atua atualmente como coordenador de leilões da exposição e divide as atividades com o filho Ricardo Fernando Matos Oliveira. A ligação com a feira começou na infância e se estendeu ao longo dos anos, segundo relatos de quem acompanha a mostra.
Além do aspecto cultural ligado à pecuária, os organizadores ressaltam o impacto financeiro do evento. Em 2025, a festa teria movimentado mais de R$ 5 milhões e a expectativa para 2026 é registrar crescimento e superar os resultados do ano anterior.
Expositores com longa trajetória também destacam o papel comercial da feira. É o caso de Fábio Rodrigues Torres, presente há 30 anos, que vê na exposição uma oportunidade para ampliar negócios. Outro exemplo é Guilherme Saad, que começou como visitante e, influenciado pela mostra, decidiu trabalhar com cavalos. Uma década depois, ele administra um haras com 250 animais em Itapetininga e passou a organizar a mostra de cavalos dentro da programação da Expo Agro.
Ao reunir criadores, compradores e público interessado, a Expo Agro se mantém como espaço de manutenção de práticas e de geração de renda para a cadeia agropecuária local. A edição de 2026 dá continuidade a essa trajetória, com atividades que preservam costumes regionais e propostas voltadas ao comércio de animais e serviços correlatos.
A reportagem sobre a exposição foi exibida no programa em 12/04/2026.
Com informações de G1




