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terça-feira, outubro 20, 2026

Crítica: Ataque Brutal traz diversão familiar, mas não impressiona fãs do subgênero

Após o sucesso inesperado de Sob as Águas do Sena, a Netflix lançou mais um filme de tubarão assassino, Ataque Brutal, escrito e dirigido por Tommy Wirkola. O cineasta, que chamou a atenção com Zumbis na Neve, apresenta aqui uma produção que, segundo a crítica, funciona como entretenimento passageiro para sessões em família, mas dificilmente agradará os espectadores mais exigentes do gênero.

No enredo, um furacão de categoria 5 inunda uma cidade litorânea e traz tubarões às ruas, obrigando os moradores a lutar pela sobrevivência. A história é organizada em três núcleos principais: uma mulher grávida às vésperas do parto; uma jovem enlutada que precisa vencer seus medos; e um trio de adolescentes órfãos sob a tutela de responsáveis profundamente exploradores.

A avaliação observa que o filme oscila entre dois extremos: assume um tom sério que limita o aproveitamento do potencial de terror “B” da premissa, mas também recai em elementos demasiadamente bobos, o que prejudica a construção de tensão. Essa tentativa de abarcar diferentes públicos, apontam os comentários, compromete a identidade da produção, tornando-a uma versão esquecível de títulos anteriores do subgênero, como Predadores Assassinos e o australiano A Isca.

O roteiro é criticado por não desenvolver adequadamente os personagens, apoiando-se em temas como gravidez, luto e orfandade como recursos para criar conexão rápida, sem aprofundamento. As três tramas, segundo a análise, não se entrelaçam de forma orgânica, resultando em uma narrativa fragmentada que interrompe frequentemente a tensão. O ator Djimon Hounsou aparece em um núcleo separado, mas tem sua participação reduzida a funções expositivas, sem envolvimento significativo nas sequências de ação.

Apesar de orçamento relativamente baixo, Ataque Brutal recebe elogios pelos efeitos visuais: os cenários alagados e os danos causados pelo furacão impressionam, e os efeitos que representam os tubarões ficam, em sua maioria, acima da média. Ainda assim, as cenas de ataque são consideradas pouco inspiradas; há momentos de violência explícita — incluindo cenas com membros decepados —, mas muitas mortes ocorrem fora de campo, sob a superfície, enquanto a câmera permanece focada acima da água.

No balanço final, a crítica classifica o longa como uma opção segura para espectadores não acostumados ao terror de tubarão, similar a um entretenimento de tarde, sem, porém, deixar marca entre os melhores do subgênero nem figurar entre os piores exemplos. A produção é apontada como típica do mercado de streaming: feita para consumo rápido e destinada a ser facilmente esquecida em meio a títulos mais relevantes.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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