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quarta-feira, outubro 21, 2026

Mudanças no Minha Casa, Minha Vida elevam tetos de renda e valores máximos dos imóveis

Transmissão: Record

O governo federal publicou no Diário Oficial da União as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), anunciadas em março. A Caixa Econômica Federal ainda não definiu data precisa para iniciar as operações sob os novos parâmetros, mas a previsão é de que os financiamentos comecem até o fim deste mês.

O que mudou

As alterações ampliam os limites de renda por faixa e elevam os valores máximos dos imóveis enquadrados no programa, o que permite acesso a unidades maiores ou melhor localizadas com taxas de juros inferiores às do mercado.

Os novos tetos de renda por faixa ficaram assim:

• Faixa 1: de R$ 2.850 para até R$ 3.200;
• Faixa 2: de R$ 4.700 para até R$ 5.000;
• Faixa 3: de R$ 8.600 para até R$ 9.600;
• Faixa 4: de R$ 12.000 para até R$ 13.000.

Os limites máximos dos imóveis também subiram:

• Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil para R$ 275 mil, conforme localidade;
• Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil;
• Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.

Como isso afeta famílias e juros

Especialistas ouvidos pelo G1 indicam que as mudanças devem favorecer, sobretudo, a chamada classe média, porque famílias próximas às faixas de corte passam a ter acesso a juros menores dentro do programa. O governo calcula que pelo menos 87,5 mil famílias serão beneficiadas com taxas mais baixas.

Em exemplos citados pela advogada Daniele Akamine, quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5.000, que antes estava na faixa 3 e pagava juros de 8,16% ao ano, agora passa à faixa 2 e terá taxa de 7% ao ano. Já quem tinha renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600, que estava na faixa 4 e enfrentava juros em torno de 10% ao ano, passa para a faixa 3 e poderá ter taxas de até 8,16% ao ano.

Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 e outras 8,2 mil na faixa 4. Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre, afirma que a alteração ocorre em um contexto de dificuldade para parte da classe média, que vinha suportando juros elevados nos financiamentos imobiliários enquanto a Selic manteve patamar alto. A taxa básica está agora em 14,75%.

O programa havia ampliado seus limites ao longo dos últimos meses: até abril de 2025, o MCMV alcançava, no máximo, famílias da faixa 3 com renda de até R$ 8 mil — limite que passou a R$ 8,6 mil naquele mês. Em maio de 2025 foi criada a faixa 4, para rendas de até R$ 12 mil. As mudanças publicadas em abril de 2026 elevam o teto de acesso ao programa para R$ 13 mil.

Com a atualização, famílias com a mesma renda poderão acessar imóveis com padrão superior ou reduzir o valor da entrada, na avaliação de especialistas consultados.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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