O anúncio de um limite para cachês de apresentações na região do Triângulo Mineiro pelo prefeito de Araguari, Renato Carvalho, gerou atrito entre gestores municipais. Renato, que preside a Amvap, afirmou em discurso que os municípios associados estabeleciam um teto para contratações artísticas com recursos públicos: “A partir de hoje, nos municípios AMVAP, estabelecemos o teto de R$ 400.000,00”, declarou durante o evento.
Falta de diálogo e divergências sobre o valor
Prefeitos consultados pela Coluna Poder relataram que, apesar de conversas preliminares em grupos de WhatsApp, não houve comunicação clara ou formal antes da declaração pública. Segundo relatos, a decisão foi discutida apenas minutos antes de ser anunciada, com discordâncias internas sobre o valor do teto — entre R$ 400 mil e R$ 500 mil.
Um documento vinculado ao pacto cita o limite de R$ 400 mil, o que, para interlocutores, evidencia descompasso entre o teor do material e a falta de alinhamento prévio entre os gestores.
Contratos já assinados e assinatura isolada
Nos bastidores, a definição unilateral provocou desconforto. Alguns prefeitos já têm contratos firmados para eventos com valores superiores ao teto anunciado, situação que pode gerar questionamentos políticos e pressões públicas após a divulgação.
Outro ponto que repercutiu foi a assinatura do pacto: o documento foi assinado apenas por Renato Carvalho no momento da apresentação. Embora o ato tenha sido exibido como uma decisão coletiva, nenhum outro prefeito formalizou adesão simultaneamente, o que, segundo aliados e opositores, demonstra ausência de articulação prévia.
Realidades diferentes e repercussão política
Gestores também apontam para a diversidade entre municípios como entrave prático à medida. O valor fixado pode ser considerado elevado para cidades menores e insuficiente para centros maiores, o que torna o teto único inadequado diante das distintas realidades internas à Amvap.
Apesar do discurso oficial centrar-se em responsabilidade fiscal, o episódio é tratado nos bastidores como um movimento com implicações políticas. Renato não é pré-candidato a cargos estaduais, mas a liderança pública de um tema de apelo popular colocou seu nome no centro do debate regional.
A proposta deve permanecer em discussão nas próximas semanas, com possibilidade de ajustes ou mesmo de perda de força em relação ao formato divulgado inicialmente.
Com informações de Regionalzao




