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segunda-feira, outubro 26, 2026

Alckmin diz não ser contra nem a favor da “taxa das blusinhas” e afirma que apoiará decisão de Lula

Geraldo Alckmin, vice‑presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, declarou neste sábado (18) que não tomou posição definitiva sobre a chamada “taxa das blusinhas” e ressaltou que a decisão sobre o tema deve ser adotada pelo governo com cautela. Segundo Alckmin, a deliberação precisa considerar diversos fatores, entre eles a situação da indústria, e ele garantiu apoio pleno à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A fala ocorreu dois dias após o vice afirmar que não havia uma posição formada do governo sobre a revogação do imposto de importação incidente em compras internacionais de até US$ 50 — a medida popularmente apelidada de “taxa das blusinhas”. Na quinta‑feira (16), ao ser questionado no Palácio do Planalto, Alckmin disse que o assunto não estava decidido “nesse momento” e destacou a importância da manutenção da cobrança para proteger empregos no país. Na ocasião, ele argumentou que, mesmo com a tarifa, o custo para o consumidor pode continuar abaixo do preço da produção nacional quando considerados os tributos sobre fabricantes brasileiros.

A cobrança passou a incidir sobre remessas de baixo valor adquiridas em plataformas estrangeiras e havia sido implementada pelo Congresso Nacional com aval do Ministério da Fazenda, em resposta a queixas de empresários sobre uma suposta “invasão” de produtos de baixo custo, principalmente oriundos da China.

O tema ganhou maior visibilidade após críticas públicas do presidente Lula, que classificou a medida como desnecessária. No mesmo contexto, o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defendeu a extinção da taxa, e o ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, Guilherme Boulos, mencionou a possibilidade de revogar a cobrança durante entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.

Empresários e trabalhadores de 67 associações encaminharam um ofício ao presidente em protesto contra um eventual fim da taxa, classificando a proposta de suspensão como ação “eleitoreira”. Dados da Receita Federal mostram que a arrecadação alcançou R$ 425 milhões em janeiro deste ano, um crescimento de 25% em relação ao mesmo mês de 2025. Ao longo de 2025, a receita gerada pela medida somou R$ 5 bilhões, contribuindo para o cumprimento da meta fiscal do governo.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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