Cerca de 100 motociclistas fizeram na manhã de segunda-feira (20) um protesto pacífico em Uberlândia em homenagem ao motoboy Felipe Henrique Estevão Gonçalves, de 20 anos. O grupo ocupou a via com motos alinhadas, buzinas acionadas e balões, exibindo a principal mensagem: “Queremos justiça”.
A mobilização começou com uma concentração que deu início a uma motociata acompanhando o cortejo fúnebre. O velório foi realizado na Funerária Ângelo Cunha, na Avenida Getúlio Vargas, e o sepultamento ocorreu no Cemitério Bom Pastor, com a presença de colegas de trabalho, amigos e familiares.
Vida interrompida
Felipe era casado e havia começado novos projetos pessoais e profissionais. Recentemente, ele havia aberto um negócio de açaí e ainda quitava a motocicleta usada em seu trabalho. A situação reflete a rotina de jovens que conciliam trabalho, mobilidade e iniciativas empreendedoras, muitas vezes enfrentando jornadas longas nas ruas.
Dinâmica do acidente
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais, o acidente ocorreu na noite de domingo (19). Um automóvel GM Classic, que seguia do Bairro Shopping Park em direção ao Bairro São Jorge, invadiu a contramão e colidiu frontalmente com a motocicleta Honda CG 160 pilotada por Felipe.
Com o impacto, a moto foi arrastada por vários metros e o carro só parou depois de sair da pista e atingir uma área lateral. Após a colisão, o motorista tentou deixar o local, mas acabou sendo contido.
Investigação e responsabilização
O condutor do veículo submeteu-se ao teste do etilômetro, que indicou ingestão de álcool. Ele foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais investiga as circunstâncias do acidente para apurar responsabilidades.
O ato dos motociclistas chamou atenção para questões recorrentes nas cidades: segurança no trânsito e responsabilização de condutas de risco. Para os participantes, a manifestação nas ruas funciona como forma de pressão e de dar visibilidade à demanda por mais segurança para profissionais que dependem da moto como meio de sustento.
A homenagem a Felipe, além de marcar o luto pela perda de um colega, traduz uma reivindicação por melhores condições e práticas que reduzam a exposição a situações de risco no dia a dia desses trabalhadores.




