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quinta-feira, outubro 22, 2026

Interesse feminino por esportes cresce no Brasil com skate em alta e avanço do futebol

TRANSMISSÃO: TV Brasil

O interesse das mulheres por esportes no Brasil aumentou entre 2020 e 2025, com diferentes modalidades ganhando destaque, aponta estudo do Instituto Ibope Repucom. Entre os avanços, o skate registrou a maior elevação no apelo junto ao público feminino, enquanto o futebol também apresentou crescimento expressivo.

O levantamento mostra que a demanda feminina por esportes subiu 25% no período, acima da média nacional, que foi de 19%. No mesmo intervalo, o skate teve a maior expansão, com alta de 49%, impulsionada por resultados internacionais — incluindo a prata em Tóquio e o bronze em Paris — e pelos quatro títulos do circuito mundial conquistados por Rayssa Leal.

O estudo cita ainda o papel das atletas como referência para novas gerações. No judô, modalidade que mais rendeu medalhas olímpicas ao Brasil, nomes como Sarah Menezes, Rafaela Silva e Beatriz Souza conquistaram ouros, enquanto Ketleyn Quadros foi a primeira judoca brasileira a subir ao pódio olímpico, com o bronze em Pequim, em 2008. Larissa Pimenta repetiu o pódio em Tóquio, 2021, e em Paris, 2024.

Segundo o coordenador do Ibope Repucom, Danilo Amancio, o crescimento do skate entre mulheres se relaciona tanto ao sucesso competitivo quanto ao componente cultural da modalidade, que ganhou novo impulso ao se tornar esporte olímpico em Tóquio. Amancio também destacou que a maior visibilidade de competições femininas e as ferramentas digitais ajudam a aproximar as torcedoras das atletas, favorecendo o crescimento anual do interesse feminino no futebol em cerca de 5%.

Futebol em alta

Embora o futebol siga sendo o esporte mais popular no país, ele não lidera o ranking de preferência feminina. Ainda assim, 64% das mulheres se declaram fãs do futebol, segundo o estudo, número que coloca a modalidade no terceiro lugar, empatada com a natação e o vôlei de praia. A ginástica artística encabeça a preferência com 72%, seguida pelo vôlei de quadra com 69%.

Em eventos de base, iniciativas como o Sesi São Paulo — que recebeu o selo de Clube Formador da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo trabalho no futebol de base feminino — mostram a formação de novas referências. Jogadoras da categoria sub-15 indicaram ídolos atuais e antigos: a volante Marília cita Angelina, do Orlando Pride e capitã da seleção brasileira, enquanto Maria Teresa (Teca) aponta Lorena, do Kansas City Current, e menciona admiração pela ex-goleira norte-americana Hope Solo.

Vale registrar que a TV Brasil transmite ao vivo o Campeonato Brasileiro Feminino. No amistoso Fifa Series realizado em Cuiabá, que teve o Brasil campeão com vitórias sobre Coreia do Sul, Zâmbia e Canadá, a seleção contava com 11 atletas que atuam no campeonato nacional.

Copa Feminina

O aumento do interesse também se reflete na expectativa em torno de grandes torneios: 71% dos entrevistados declararam interesse pela Copa do Mundo masculina de 2026, ante 59% em 2014. Para a primeira edição da Copa do Mundo Feminina sediada pelo Brasil, em 2027, o estudo aponta que 65% da população — homens e mulheres — se diz fã do evento, com potencial de crescimento nos próximos anos, conforme avaliação do Ibope Repucom.

O país-sede tende a ampliar a cobertura e o contato diário com as competições, o que, segundo o coordenador do Ibope Repucom, deve impulsionar ainda mais o interesse feminino pelo futebol.

Com informações de Agência Brasil

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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