O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que elevará para 25% as tarifas aplicadas a carros e caminhões importados da União Europeia, medida que, segundo ele, entrará em vigor “na próxima semana”. A informação foi divulgada em publicação na rede social Truth Social, em que o presidente alegou descumprimento do acordo comercial firmado entre os EUA e o bloco europeu.
Trump afirmou que a elevação das alíquotas mira especificamente veículos — automóveis e caminhões — vindos da União Europeia e ressaltou que a medida não atingirá empresas europeias que já produzem veículos em solo norte-americano. Segundo o presidente, há atualmente fábricas em construção nos EUA com investimentos superiores a 100 bilhões de dólares, um recorde na história do setor automobilístico do país.
O anúncio ocorreu na sequência de declarações públicas feitas na Casa Branca, onde Trump conversou com jornalistas na data de 30 de abril de 2026. Na mensagem publicada na Truth Social, o presidente afirmou que a ação se justifica pelo que classificou como falta de cumprimento integral do acordo comercial por parte da União Europeia.
A decisão sobre tarifas chega um dia depois de outra medida anunciada por Trump relacionada ao comércio internacional: a retirada de taxas e restrições que dificultavam o comércio de uísque escocês com o estado de Kentucky, centro de produção do bourbon americano. O presidente vinculou a mudança à recente visita do rei Charles III e da rainha Camilla aos Estados Unidos, afirmando que a iniciativa foi tomada em homenagem ao monarca e à consorte, que, segundo ele, deixaram a Casa Branca e em breve retornariam ao Reino Unido.
Não foram detalhados no anúncio os critérios técnicos para a aplicação das novas tarifas, nem a lista completa de exceções além das empresas que fabricam veículos nos EUA. Também não houve especificação pública sobre eventuais consultas ou negociações previstas com autoridades europeias antes da implementação da medida.
As declarações de Trump e as medidas mencionadas foram divulgadas por meio de sua conta na Truth Social e repercutidas em entrevistas e postagens oficiais do presidente.
Com informações de G1




