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09/04/2026 — Datafolha: 68% dos endividados acreditam que serão beneficiados pelo Desenrola 2.0

Majoridade dos endividados vê vantagem no programa; jovens e nordestinos são mais otimistas

Uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana mostra que 68% das pessoas com dívidas no Brasil acreditam que o programa Desenrola 2.0 lhes trará benefícios. O levantamento também indica que 82% dos entrevistados consideram que a iniciativa terá efeito positivo sobre a economia em geral.

Entre os entrevistados que estão endividados, apenas 31% avaliam o governo como ótimo ou bom, e 46% aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No grupo sem dívidas, 39% entendem que o Desenrola 2.0 pode melhorar suas finanças pessoais, enquanto 73% veem impacto favorável para a economia. Esses índices entre não endividados superam os 30% que consideram o governo ótimo ou bom e os 45% que aprovam o presidente.

O estudo revela que os mais confiantes no programa são jovens, moradores do Nordeste e eleitores de Lula. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou mais cedo que mais de um milhão de pessoas já teriam sido atendidas pelo Desenrola 2.0.

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais nos dias 12 e 13 de maio. A margem de erro na amostra total é de dois pontos percentuais para mais ou para menos; entre os não alinhados, a margem é de quatro pontos percentuais.

Pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em 18 de abril, mostrou que cerca de dois em cada três brasileiros têm algum tipo de dívida. Entre quem tomou empréstimo com conhecidos — amigos ou familiares — 41% não devolveram o valor emprestado. Esse levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 8 e 9 de abril de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Considerando apenas os endividados, 29% disseram estar em atraso com parcelamentos de cartão de crédito, 26% não quitaram empréstimos bancários e 25% têm pendências em carnês de lojas. O uso do crédito rotativo atinge 27% dos entrevistados; desse grupo, 5% recorrem ao rotativo habitualmente e 22% de forma ocasional ou rara. O levantamento lembra que o rotativo é acionado quando o cliente paga apenas o valor mínimo da fatura, gerando juros elevados sobre o saldo remanescente.

Quanto a contas de consumo e serviços, 28% dos entrevistados relataram débitos em atraso. Entre as despesas mais citadas estão telefonia e internet (12%), tributos como IPTU, IPVA e carnê-leão (12%), energia elétrica (11%) e água (9%).

O Datafolha mediu também a sensação de aperto financeiro: 45% da população vive sob forte pressão — 27% em situação “apertada” e 18% em condição “severa”. Outros 36% enfrentam restrição moderada, e 19% são considerados isentos ou com limitações leves. Para equilibrar o orçamento, 64% cortaram lazer, 60% reduziram refeições fora de casa e 60% passaram a comprar marcas mais baratas; 52% diminuíram a compra de alimentos e 50% reduziram gastos com água, luz e gás. Em relação a obrigações, 40% deixaram contas vencerem e 38% suspenderam pagamentos de dívidas ou de medicamentos.

Quando questionados espontaneamente sobre seu maior problema pessoal, 37% dos brasileiros apontaram questões financeiras, citando baixa renda, endividamento e o alto custo de vida.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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