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segunda-feira, outubro 26, 2026

Brasil mantém liderança na América Latina entre 2014 e 2026, mas perde posições no ranking mundial

Resumo: Embora o Brasil tenha liderado o ranking acadêmico da América Latina de 2014 a 2026, 45 universidades brasileiras registraram queda nas posições globais e 87% das instituições do país apresentaram recuo em 2026, segundo a série histórica do Center for World University Rankings (CWUR) analisada pelo G1.

Quem e o que

O levantamento aponta que universidades como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foram fundamentais para a manutenção da liderança regional ao longo dos últimos 12 anos. Apesar disso, a maioria das instituições brasileiras perdeu competitividade no cenário internacional.

Quando e onde

Os dados cobrem o período de 2014 a 2026, com o recorte global do CWUR usado para avaliar a posição das universidades brasileiras em relação ao mundo e à América Latina.

Trajetória da USP

A USP permaneceu como principal referência do país durante toda a série histórica. Em 2014, a universidade paulista aparecia na 131ª posição global. Seu melhor desempenho ocorreu entre 2018 e 2019, quando alcançou a 77ª colocação mundial. Entre 2020 e 2024, a USP ficou fora do Top 100, oscilando entre as posições 103 e 117. As edições de 2025 e 2026 mostraram novo recuo: 118º em 2025 e 119º em 2026.

O CWUR aponta que a USP teve perdas em indicadores como qualidade da educação, empregabilidade, corpo docente e pesquisa. Sobre o fenômeno, o Dr. Nadim Mahassen, presidente da organização, afirmou que o movimento é consequência de “anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos”. Mesmo com a queda recente, a USP fechou a série de 12 anos com um saldo positivo de 12 posições em relação a 2014.

Posição do Brasil na região

Em 2014, três das cinco melhores universidades da América Latina eram brasileiras: USP (131ª), UFRJ (329ª) e Unicamp (437ª). Em 2026, o país manteve três vagas entre as cinco melhores da região e ampliou sua presença entre as 2.000 melhores do mundo: enquanto em 2014 havia cerca de 18 instituições brasileiras no Top 1.000, em 2026 o Brasil contabilizou 52 universidades listadas entre as 2.000 melhores, incluindo centros especializados como Fiocruz, IMPA e ITA.

Concorrência regional

A principal ameaça à hegemonia brasileira veio do México, com a Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) subindo de 337ª em 2014 para 287ª em 2026, tornando-se a segunda melhor da América Latina e reduzindo a distância para UFRJ (346ª em 2026) e Unicamp (379ª em 2026). A Universidade de Buenos Aires (UBA) manteve presença constante, passando de 378ª em 2014 para 354ª em 2026.

Cenário global

No plano mundial, o Top 10 continuou dominado por instituições dos Estados Unidos e do Reino Unido, com a Universidade de Harvard ocupando o primeiro lugar em todos os anos da série, com pontuação máxima de 100. Houve, porém, mudanças internas: a Universidade da Pensilvânia (Penn) consolidou-se em 7ª em 2026, e Princeton subiu da 9ª posição em 2014 para a 6ª em 2026.

Uma tendência relevante é a ascensão das universidades chinesas: em 2026 a China superou os Estados Unidos no número de instituições no ranking (360 contra 313), e 98% das universidades chinesas avançaram de posição. Ao mesmo tempo, alguns centros tradicionais recuaram, como a Universidade de Tóquio, que caiu de 13ª em 2014 para 16ª em 2026.

O conjunto de dados sugere que, enquanto o Brasil consolidou e ampliou sua presença regional entre 2014 e 2026, o país enfrenta dificuldades para manter ou melhorar posições no topo da lista global, em especial diante de competidores que receberam investimentos públicos contínuos.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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