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terça-feira, novembro 3, 2026

Polícia Federal apura transações financeiras ligadas a Virginia Fonseca

Quem: A influenciadora e empresária Virginia Fonseca é alvo de investigação da Polícia Federal.

O que: As apurações foram deflagradas após a identificação de movimentações financeiras consideradas irregulares em documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Até o momento, não há denúncias ou acusações formais contra Virginia.

Quando: A investigação se ampliou a partir de Relatórios de Inteligência Financeira que apontaram movimentações que exigem análise aprofundada. Parte das operações sob escrutínio ocorreram entre março e setembro do ano passado.

Onde: Entre as empresas fiscalizadas está a Talismã Digital, sociedade de mídia coadministrada por Virginia e pelo cantor Zé Felipe. Outra empresa sob apuração é a marca de cosméticos Wepink, criada por Virginia em parceria com outros empresários.

Como e por quê: Os investigadores procuram esclarecer a legalidade das operações realizadas por Virginia e por empresas a ela vinculadas, com foco na origem dos valores movimentados e na identificação de indícios de crimes fiscais, financeiros ou de lavagem de dinheiro. Relatórios apontaram que, entre março e setembro do ano passado, a Talismã Digital recebeu mais de R$ 22 milhões, em sua maioria por transferências via Pix provenientes da AMP Pay Marketing e Negócios.

O fluxo financeiro chamou a atenção de instituições bancárias, que consideraram incompatível o volume de recursos com o regime tributário da AMP Pay, que atua no Simples Nacional. A localização da empresa em um pequeno imóvel comercial também suscitou questionamentos quanto à capacidade operacional e financeira da firma.

No caso da Wepink, a investigação foi motivada em parte pela identificação de ligação entre uma ex-sócia da marca e uma facção criminosa, circunstância que levou as autoridades a aprofundar checagens sobre a origem dos recursos e a estrutura societária envolvendo a influenciadora.

O caso integra um contexto mais amplo de monitoramento que começou durante a CPI das Bets, no Senado. Embora Virginia tenha negado ter obtido lucros indevidos relacionados a jogos de azar, a comissão solicitou documentos financeiros dela; o relatório que sugeria seu indiciamento foi rejeitado pelo Senado.

A defesa de Virginia Fonseca afirma que todas as operações financeiras são legais e devidamente documentadas. A influenciadora também declarou sofrer desgaste emocional em razão da exposição pública e dos ataques que tem recebido.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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