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terça-feira, novembro 3, 2026

04/06/2026 — Crédito especial para microempreendedoras do turismo vítimas de violência

Microempreendedoras do setor de turismo que são vítimas de violência doméstica ou de gênero passam a contar com uma linha de crédito especial e medidas de alívio financeiro. O Fundo Geral de Turismo (Fungetur) anunciou a possibilidade de suspensão temporária dos pagamentos de financiamentos, medida destinada a permitir que essas profissionais concentrem esforços na recuperação pessoal e na manutenção de seus negócios.

As novas normas foram apresentadas pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB), no dia 04/06/2026. O anúncio teve como objetivo oferecer suporte econômico e proteção às empreendedoras afetadas pela violência, buscando preservar suas atividades no setor.

Facilidades no financiamento

Entre as mudanças, as beneficiárias poderão solicitar a suspensão dos pagamentos por até seis meses. Para investimentos em capital fixo, o prazo de amortização foi estendido de 240 para 246 meses, enquanto o período de carência passou de 60 para 66 meses.

Em operações destinadas à aquisição de bens, a amortização foi fixada em 126 meses, com carência de 54 meses. Nas linhas de capital de giro, o limite de amortização também é de 126 meses, e a carência foi ampliada de 24 para 30 meses. Essas condições valem tanto para novos financiamentos quanto para contratos já em vigência.

O acesso aos benefícios exige comprovação do vínculo com situação de violência. Documentos como medidas protetivas ou boletins de ocorrência são aceitos para atestar a condição de vítima e viabilizar a solicitação das medidas previstas.

O ministro Feliciano ressaltou que a iniciativa funciona como instrumento de salvaguarda no mercado de trabalho. Segundo o Ministério do Turismo, o Brasil registra mais de um milhão de atendimentos anuais relacionados à violência de gênero, e a ação busca reduzir os impactos econômicos que esses episódios provocam nas empreendedoras.

O ministério defende que facilitar o acesso ao crédito contribui para a autonomia financeira das mulheres e para a sustentabilidade de seus negócios no turismo, permitindo que as microempreendedoras se reestruturem e continuem atuando no setor.

As novas regras entram em vigor conforme as determinações do Fungetur e se aplicam às interessadas que apresentarem a documentação exigida para comprovar a condição de vítimas.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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