Por trás das partidas da Copa do Mundo de 2026 há uma intensa disputa comercial entre fabricantes de materiais esportivos e estrelados jogadores que também buscam ampliar seu valor de mercado por meio de marcas próprias. Três grandes marcas — Adidas, Nike e Puma — vestem, somadas, 37 das 48 seleções do torneio, o que equivale a 77% das equipes.
A concorrência mais acirrada ocorre entre a Adidas e a Nike: a alemã Adidas veste 14 seleções, enquanto a americana Nike fornece uniformes para 12. A Puma, também da Alemanha, aparece com 11 seleções. O aumento do número de participantes na competição favoreceu a aparição de fornecedores alternativos, entre eles Kelme, Reebok, Kappa, Umbro, Marathon, Jako, Saeta, 7Saber, Majid e Tempo.
O Brasil, com contrato de fornecimento com a Nike desde 1996 e estreia da marca no Mundial em 1998, renovou em 2024 o acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2038, em um contrato estimado em 100 milhões de dólares pelo portal ge.
Para a Adidas, além do número de seleções, há valor simbólico: a empresa veste a atual campeã do mundo, Argentina, e outras equipes de forte apelo comercial, como Espanha, Alemanha, México, Colômbia, Bélgica e Japão. No entanto, a Itália, tradicionalmente associada à marca, não estará no Mundial pela terceira edição seguida. A Alemanha disputará seu último grande torneio com a Adidas antes de migrar para a Nike no ano seguinte, encerrando uma parceria de 75 anos que acompanhou quatro títulos mundiais da Mannschaft.
No plano individual, Lionel Messi figura entre os principais atletas ligados à Adidas, disputando sua sexta Copa pelo país.
A Nike mantém um portfólio robusto, além do Brasil, com seleções como França, Inglaterra, Holanda, Uruguai e Estados Unidos. Entre os jogadores que representam comercialmente a marca estão Cristiano Ronaldo (Portugal), Kylian Mbappé (França), Vinicius Junior (Brasil) e Erling Haaland (Noruega). A empresa, contudo, registrou perdas de atletas por lesão ou ausência de convocação, como Rodrygo (lesão) e Cole Palmer (não convocado).
A Puma se posicionou como a grande ganhadora silenciosa do novo formato do Mundial: passou de seis seleções em 2022, no Catar, para 11 em 2026. A expansão da companhia é notável especialmente na África, onde veste Senegal, Gana, Costa do Marfim, Egito e Marrocos. Entre os demais clientes da Puma estão Portugal, Suíça, Áustria, República Tcheca, Paraguai e Nova Zelândia.
Paralelamente, jogadores têm buscado proteger suas imagens por meio de registros de marcas. Kylian Mbappé lidera com 15 marcas registradas no Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (UE), incluindo expressões associadas à sua imagem e um desenho que remete à comemoração de seus gols. Lamine Yamal registra sete marcas, entre elas o “304”, referência aos últimos dígitos do CEP de seu bairro em Barcelona. Vinicius Junior possui cinco registros e Neymar dois. Outros atletas e até treinadores têm processos de registro em andamento.
A competição, portanto, reflete não apenas rivalidade em campo, mas também uma movimentação bilionária de contratos e estratégias de proteção de imagem por parte de clubes, marcas e jogadores.
Com informações de G1




