As exportações brasileiras de carne bovina registraram crescimento expressivo em 2026, totalizando 1,388 milhão de toneladas nos cinco primeiros meses do ano. Em maio, o país embarcou 297 mil toneladas, avanço de 17,8% em relação a maio de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O faturamento das vendas externas em maio alcançou US$ 1,83 bilhão, 6,5% a mais que no mês anterior, com o preço médio da carne bovina no mercado internacional em US$ 6.163 por tonelada, aponta o MDIC.
China e Estados Unidos: principais destinos
A China manteve-se como o maior comprador da carne bovina brasileira, recebendo 157,6 mil toneladas em maio e movimentando US$ 1,06 bilhão. Esse volume representou alta de 39,6% na comparação anual, influenciada pela antecipação de compras de importadores diante de novas medidas de salvaguarda adotadas pelo governo chinês.
Os Estados Unidos foram o segundo maior destino, com exportações de 28,8 mil toneladas em maio, gerando receita de US$ 195,6 milhões. As vendas para os EUA cresceram 5,1% na comparação com o mesmo mês de 2025, apesar da maior concorrência internacional.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, a receita do setor de carne bovina atingiu US$ 7,88 bilhões, resultado que reflete tanto o aumento do volume exportado quanto a elevação dos preços no mercado externo.
A carne bovina in natura continuou a dominar as exportações, respondendo por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% da receita gerada. Em maio, o faturamento dessa categoria ficou em torno de US$ 1,7 bilhão, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Com demanda externa aquecida e maior diversificação de mercados compradores, o desempenho das exportações nos primeiros meses do ano aponta continuidade no ritmo de embarques e na geração de divisas para o setor.
Com informações de Uberlandianofoco




