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segunda-feira, novembro 2, 2026

09/06/2026 — Professores pedem aumento de 100% em protestos que ameaçam a realização da Copa no México

Milhares de professores realizaram em 9 de junho de 2026 manifestações na Cidade do México exigindo aumento salarial de até 100%, em ações que bloquearam vias de acesso ao Estádio Azteca e criaram tensão às vésperas da abertura da Copa do Mundo de 2026. Os atos, organizados pela Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), incluíram interdições de ruas, ocupações e confrontos com a polícia.

A CNTE, grupo dissidente do sindicato principal da categoria, convocou greve nacional por tempo indeterminado em 1º de junho e elevou a mobilização nas ruas da capital desde então. Nesta terça, manifestantes fecharam uma avenida que dá acesso ao Estádio Azteca, palco previsto para a partida de abertura entre México e África do Sul, segundo a agência AFP.

O impasse central é a reivindicação salarial: a CNTE pede aumento de 100%, proposta que o governo federal considera inviável. Em maio de 2025, o Executivo anunciou reajuste de 10% com aplicação apenas prevista para setembro de 2026, decisão que fomentou a insatisfação sindical. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação (SNTE) defende um aumento de 13% para 2026, apontando perda do poder de compra pela inflação.

As demandas também envolvem críticas a políticas educacionais e regras previdenciárias. Dados citados pela Deutsche Welle indicam variações salariais conforme carga horária e tipo de contrato: a remuneração média pode chegar a cerca de R$ 6.000 por mês, enquanto o salário inicial fica entre R$ 2.400 e R$ 4.200; na prática, o rendimento médio de entrada no magistério gira em torno de R$ 2.000. Muitos professores recebem menos por conta de contratos parciais.

A proximidade da Copa ampliou a visibilidade das reivindicações, já que o México espera receber cerca de 5 milhões de turistas durante o torneio. Nos últimos dias, manifestantes ocuparam a fan zone do Zócalo, bloquearam ruas importantes, derrubaram esculturas instaladas para o evento e queimaram camisas gigantes, deixando mensagens como “sem solução, a bola não rola”. A ocupação do Zócalo levou ao cancelamento de atividades da Fifa, incluindo um treinamento de voluntários.

Houve episódios de violência durante as manifestações: notícias relatam confrontos com a polícia, uso de gás lacrimogêneo, invasão do Ministério da Educação e um incêndio no hall do prédio. A presidente Claudia Sheinbaum classificou os atos como uma “provocação”, afirmou que nem todos os envolvidos seriam professores e atribuiu parte da violência a grupos radicais. O governo, segundo relatos, evitou uma repressão mais dura para não prejudicar a imagem do país no cenário internacional.

As paralisações já afetam a rotina da capital e a economia local. Estimativas mencionadas pela Deutsche Welle apontam perdas aproximadas de R$ 119 milhões devido a bloqueios, interrupções logísticas, fechamento de aeroportos e episódios de vandalismo.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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