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domingo, outubro 11, 2026

Ataques no Oriente Médio interrompem rotas de petróleo e elevam preços globalmente

Mercado reage à ofensiva contra o Irã e aos contra-ataques

TRANSMISSÃO: Band

Os preços do petróleo dispararam no início das negociações após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã, que provocaram respostas retaliatórias e interrupções imediatas na cadeia global de suprimento de energia. Na abertura dos mercados asiáticos, o barril do Brent — referência internacional — chegou a US$ 78,34, alta de cerca de 7,5%. O WTI, referência nos Estados Unidos, também avançou aproximadamente 7,3%.

Investidores demonstraram preocupação com a possibilidade de redução significativa, ou mesmo suspensão, do fluxo de petróleo proveniente do Oriente Médio, em especial devido às tensões no Estreito de Ormuz. Ataques a embarcações na área já têm restringido a capacidade de exportação de alguns países, e o acúmulo de navios-tanque na região do golfo de Omã aumenta os receios do mercado. A concentração do tráfego por ali é relevante: a área responde por cerca de 20% do petróleo movimentado no mundo.

Embora não haja registro de fechamento formal do canal, a exposição ao risco e o aumento dos custos de seguro têm mantido petroleiros retidos nas proximidades. Imagens, segundo agências, mostram uma tocha de gás em plataforma nos campos de Soroush, no Golfo Pérsico, ao lado de uma bandeira iraniana.

Especialistas da Rystad Energy ouvidos pela Associated Press estimam que, se o tráfego no Estreito de Ormuz ficar paralisado, até 15 milhões de barris por dia podem deixar de chegar ao mercado mundial. Jorge León, vice-presidente da consultoria, afirmou que o acesso às rotas de exportação passou a ser fator mais crítico do que as metas nominais de produção.

Para tentar mitigar a pressão sobre oferta, oito países da OPEP+ anunciaram aumento de produção: a partir de abril, o grupo pretende elevar a oferta em 206 mil barris por dia, com participação de nações como Arábia Saudita, Rússia e Iraque.

No âmbito político, o ex-presidente Donald Trump afirmou que o conflito pode se estender até que os objetivos militares dos EUA sejam alcançados. O Irã exporta cerca de 1,6 milhão de barris por dia, principalmente para a China, que poderá buscar fornecedores alternativos caso as vendas iranianas sejam interrompidas, o que pressionaria ainda mais os preços.

Analistas ouvidos pela Reuters traçam paralelo com o embargo dos anos 1970, quando as cotações subiram em torno de 300%. Os efeitos do choque já se refletiram nas bolsas: Nova York e Tóquio abriram em queda, enquanto o ouro subiu 1,4% em busca de ativos de proteção.

O cenário mantém mercados e governos acompanhando de perto os desdobramentos nas rotas marítimas chave para o abastecimento mundial de petróleo.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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