A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou, na manhã deste sábado (20), que as mensagens de alerta extremo recebidas por usuários de telefonia móvel durante a madrugada não partiram das autoridades responsáveis pelo sistema oficial de avisos à população.
De acordo com a nota da Anatel, a plataforma de envio da Defesa Civil, conhecida como Defesa Civil Alerta, sofreu uma invasão na madrugada deste sábado, o que resultou no disparo de notificações do tipo Alerta Extremo para celulares em ao menos sete unidades da federação. A mensagem enviada continha apenas a palavra “misantropia”, termo que designa aversão ou rejeição à humanidade.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, em razão da invasão a plataforma de envios foi retirada do ar por volta das 1h30 (horário de Brasília, UTC-3). A Anatel atua na coordenação técnica entre o sistema de alertas e as operadoras de telefonia móvel.
A agência explicou que os comunicados transmitidos pelas operadoras por meio da tecnologia Cell Broadcast têm origem exclusiva na plataforma da Defesa Civil. Cabem às empresas de telefonia apenas a transmissão das mensagens para as áreas geográficas previamente definidas pelas autoridades de segurança e proteção civil, conforme esclareceu a Anatel.
No comunicado, a Anatel destacou a importância do sistema de alertas por Cell Broadcast, assinalando que a ferramenta foi criada para apoiar a prevenção e a resposta a desastres, com o objetivo de proteger a população e preservar vidas.
A Defesa Civil informou que abriu apuração sobre o incidente e que está adotando as providências necessárias para identificar as circunstâncias e a origem do disparo dos alertas na madrugada. Moradores de várias localidades relataram o recebimento das notificações; em Campo Grande, por exemplo, o alerta soou nos celulares de moradores da cidade.
As autoridades responsáveis pela plataforma continuam a investigação para determinar como ocorreu a invasão e quais medidas adicionais serão tomadas para evitar novas ocorrências.
Com informações de G1




