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quarta-feira, novembro 4, 2026

Dólar abre sessão desta quinta-feira com atenção à inflação no Brasil e nos EUA

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (25) com os mercados voltados para os dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

Os novos indicadores de preços esperados para esta quinta-feira são apontados como o principal fator para a formação de expectativas sobre o rumo das taxas de juros em ambos os países, influenciando decisões de investidores e a avaliação do cenário econômico futuro.

Além disso, operadores seguem de olho nos desdobramentos do cessar‑fogo no Oriente Médio. Na quarta‑feira, a retomada do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz trouxe alívio ao mercado de petróleo. Por volta das 9h, o barril do Brent, referência internacional, recuava 0,96%, a US$ 73,03, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,85%, para US$ 69,74.

Indicadores de desempenho acumulado mostram, até o momento, que o dólar registra variação semanal de +0,71%, alta no mês de +3,16% e queda no ano de -5,23%. O Ibovespa, por sua vez, acumula +1,29% na semana, -1,89% no mês e +5,82% no ano.

Juros e perspectivas

Investidores mantêm atenção na ata da última reunião do Copom divulgada na véspera. No documento, o Banco Central apontou que as expectativas de inflação pioraram e projetou aceleração da atividade econômica no segundo semestre. Na reunião da semana anterior, o colegiado reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano — o terceiro corte consecutivo.

O BC afirmou também ter optado por maior flexibilidade na condução da Selic, sinalizando que a trajetória de cortes pode incluir momentos de pausa e retomada, com o objetivo de reduzir volatilidade nos ativos financeiros.

Nos Estados Unidos, dados recentes reforçaram a visão de que o Federal Reserve deve manter juros elevados por mais tempo. O índice composto de gerentes de compras (PMI) subiu para 52,2 em junho, o maior nível desde janeiro, e a produção industrial cresceu no ritmo mais forte em seis anos, apontando atividade econômica ainda resiliente.

Oriente Médio e petróleo

A reabertura do Estreito de Ormuz foi favorecida por um acordo técnico entre EUA e Irã, embora temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano, ainda estejam pendentes. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã garantiu que não haverá cobrança de pedágio para passagem de navios comerciais pelo canal. Trump também concedeu licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que, sem seus mísseis, o país teria sido “acabado como a Faixa de Gaza”, e enfatizou que seu programa balístico “não é negociável”: “Se os mísseis que temos para a nossa defesa não existissem, Israel e Estados Unidos teriam arrasado o Irã, como fizeram com a Faixa de Gaza, sem mostrar piedade nem dos idosos nem dos jovens”. O primeiro‑ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que o acordo preliminar não menciona mísseis balísticos e criticou diferenças de tratamento entre países.

Mercados globais

Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única na quarta‑feira: Dow Jones subiu 0,36%, S&P 500 recuou 0,08% e Nasdaq caiu 0,41%. Na Europa, o pan‑europeu STOXX 600 avançou 0,08%; entre os destaques, CAC 40 subiu 0,54% e FTSE 100 ganhou 0,31%, enquanto o DAX caiu 0,62%. Na Ásia, os resultados foram mistos: o CSI 300 avançou 0,48%, o índice de Xangai (SSEC) teve alta de 0,11%, o Hang Seng subiu 0,33%, o Nikkei recuou 0,88% e o Kospi valorizou 3,26%.

As atenções do mercado permanecem voltadas para os dados de inflação domésticos e externos e para a evolução das negociações no Oriente Médio, que devem continuar a influenciar preços de commodities e expectativas de política monetária.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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