23.6 C
Uberlândia
terça-feira, outubro 13, 2026

Senado aprova acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia

O Senado aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, o acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia, último passo legislativo no Brasil para que o tratado possa entrar em vigor.

O acordo, assinado em 17 de janeiro de 2026, no Paraguai, prevê a eliminação ou redução gradual de tarifas de importação e exportação aplicáveis a mais de 90% do comércio entre os dois blocos. As negociações duraram mais de 25 anos e estabelecem, além de tarifas, regras comuns para produtos industriais e agrícolas, normas sobre investimentos, serviços, fluxos financeiros e padrões regulatórios.

No Senado, a relatoria coube à líder do PP, Tereza Cristina (PP-MS), que destacou o alcance do tratado para áreas como investimentos, serviços e acesso a compras governamentais, apontando que essas disciplinas podem impulsionar a competitividade dos países envolvidos.

O texto aprovado liga mercados que somam mais de 700 milhões de pessoas, com a expectativa de integrar melhor as economias da América do Sul e da zona do euro, reduzir tarifas e aumentar o fluxo de bens e investimentos entre os blocos.

Apesar da aprovação no Congresso brasileiro, o acordo enfrenta obstáculos na União Europeia: legisladores europeus encaminharam a tramitação ao Tribunal de Justiça da UE, medida que pode postergar a implementação por até dois anos. Diplomatas, contudo, estimam que a aplicação provisória do tratado possa começar já em março.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enalteceu a rapidez do Congresso na aprovação do texto, afirmando que o parlamento brasileiro mostrou maturidade institucional ao tratar de tema de interesse nacional.

Na tarde anterior à votação, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou um decreto que regulamenta a adoção de salvaguardas bilaterais — mecanismos previstos em acordos de preferência tarifária que permitem ao país adotar medidas protetivas caso haja aumento expressivo das importações em relação à produção ou ao consumo internos. Esses mecanismos podem incluir elevação de tarifas, limites a volumes importados ou suspensão de preferências temporárias para aliviar a concorrência sobre produtores nacionais enquanto se ajustam às novas condições.

Além da aprovação no Brasil, o tratado ainda precisa ser ratificado por cada país do Mercosul segundo seus ritos legislativos. Somente com a ratificação de todos os Estados-membros o acordo passará a vigorar plenamente; até lá, a entrada em vigor poderá ocorrer em momentos diferentes, conforme o andamento dos processos internos de cada país.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também