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segunda-feira, setembro 21, 2026

TSE fecha acordos com big techs e empresas de IA para proteger eleições de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou, na quinta-feira (16), o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação ao formalizar parcerias com redes sociais e, pela primeira vez, com empresas de inteligência artificial. A assinatura, conduzida pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, visa resguardar o processo eleitoral de 2026 contra campanhas de desinformação que questionem a integridade das urnas eletrônicas ou a legitimidade do sistema de votação.

Aliança com plataformas digitais e empresas de IA

O acordo envolve sete plataformas digitais — Kwai, Telegram, Meta, TikTok, Google, X e LinkedIn — e inclui a entrada das empresas ElevenLabs, OpenAI e Anthropic para desenvolver soluções técnicas. Segundo o presidente do TSE, as próximas eleições terão o maior grau de digitalização da história, o que exige mecanismos mais sólidos para controlar o fluxo de informação, em especial diante do avanço da inteligência artificial.

Modelo de governança e atribuições

A cooperação adotará um modelo descrito pelo TSE como “governança pragmática”, que distribui responsabilidades de forma complementar. As empresas parceiras ficam encarregadas de aplicar medidas operacionais para monitorar e conter abusos em suas plataformas. A Justiça Eleitoral, por sua vez, oferecerá o suporte jurídico necessário para que as plataformas possam moderar e remover conteúdos considerados “mentira deliberada”, preservando, segundo a Corte, espaço para inovação.

Medidas previstas nos memorandos

Os entendimentos assinados detalham focos de atuação conjunta, entre eles:

Moderação e remoção de conteúdo: O TSE garantirá segurança jurídica para ações de moderação e retirada de publicações que representem desinformação deliberada ou ataques à integridade do sistema de votação.

Mitigação de comportamentos fraudulentos: As empresas colaborarão no desenvolvimento de ferramentas para identificar e reduzir padrões de ações coordenadas e fraudulentas; o documento não especifica se isso incluirá o banimento permanente de contas.

Ações personalizadas: As medidas serão adaptadas à natureza e ao alcance de cada parceiro, diferenciando redes sociais e fornecedores de IA.

Base legal futura: O respaldo jurídico para intervenções será estruturado por meio de decisões e resoluções futuras da Corte Eleitoral, que poderão detalhar sanções mais severas.

O TSE afirma que, com essa rede de cooperação, busca proteger a liberdade de escolha dos 155 milhões de eleitores brasileiros e garantir um ambiente digital mais confiável para o debate eleitoral.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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