Cosan protocola pedido de IPO da Compass Gás e Energia junto à CVM
A Cosan informou, na quinta-feira (5), que encaminhou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro para oferta pública inicial de ações (IPO) da sua controlada Compass Gás e Energia no Brasil. O documento formaliza a intenção de listar a empresa no mercado acionário brasileiro.
Segundo a companhia, a operação poderá incluir investidores internacionais e terá coordenação de um consórcio de bancos de investimento. Entre as instituições listadas estão BTG Pactual, Bank of America, Bradesco BBI, Citigroup, Itaú BBA, J.P. Morgan, Santander Brasil e XP Investimentos, que serão responsáveis por estruturar e distribuir os papéis.
No mesmo dia do pedido à CVM, a Compass Gás e Energia também protocolou solicitação para migrar seu nível de listagem na B3 para o Novo Mercado. Esse segmento da bolsa exige regras mais rígidas de governança corporativa e maior transparência das companhias. A B3 ainda analisa o pedido de mudança de nível.
A Cosan informou que aspectos da oferta, como a quantidade de ações a ser colocada e o preço por ação, ficarão a cargo do conselho de administração da Compass e serão definidos conforme a demanda de investidores institucionais tanto no Brasil quanto no exterior. O valor final da operação dependerá do interesse desses grandes investidores.
A concretização da oferta está condicionada à autorização do registro pela CVM, à aprovação pela B3 da transferência para o Novo Mercado e à existência de condições de mercado consideradas favoráveis pela companhia e pelos coordenadores da oferta.
A Compass é a unidade do grupo Cosan dedicada a negócios com gás natural, atuando nas frentes de distribuição, comercialização e infraestrutura de gás no país. A empresa detém participação em ativos do setor, entre eles a Comgás, que é a maior distribuidora de gás canalizado do Brasil.
A notícia sobre o pedido de registro marca um passo formal no processo de abertura de capital da Compass, cuja concretização dependerá da tramitação regulatória e das condições de mercado.
Com informações de G1




