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terça-feira, outubro 13, 2026

Crise na Argentina reduz exportações de veículos brasileiros em quase 30% no início de 2026

Exportações caem 28% no primeiro bimestre de 2026

As montadoras brasileiras registraram queda de 28% nas vendas externas de veículos no primeiro bimestre de 2026, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Entre janeiro e fevereiro foram embarcadas 59,4 mil unidades, ante 82,4 mil no mesmo período de 2025.

O recuo tem como destaque a diminuição dos embarques para a Argentina, país que foi responsável por parte relevante do crescimento exportador em 2025. As remessas ao mercado argentino passaram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades no bimestre, queda de 7,5%.

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, disse que a retração nas vendas para a Argentina causa preocupação, já que o país vizinho contribuiu de forma decisiva para o desempenho positivo das exportações no ano anterior.

Desempenho por destino e por segmento

Apesar da queda geral, alguns mercados apresentaram avanços. As exportações para o México cresceram 318%, com embarques que subiram de 2,2 mil para 9,1 mil veículos em relação a janeiro. O Chile também teve alta de 34,1%, passando de 1,6 mil para 2,2 mil unidades.

No mercado interno, as vendas somaram 355,7 mil veículos no primeiro bimestre, recuo de 0,1% ante o mesmo período de 2025, indicando estabilidade na comparação anual. Em contrapartida, as vendas de automóveis e comerciais leves avançaram 1,8%, de 334,1 mil para 340,1 mil unidades. Caminhões e ônibus, por outro lado, registraram queda de 29,4%, com redução de 22,1 mil para 15,6 mil unidades.

Em fevereiro, a média diária de vendas foi de 10,3 mil veículos em relação ao mesmo mês do ano anterior, o que representa a segunda melhor média diária dos últimos dez anos. A produção nacional no bimestre alcançou 338 mil unidades, queda de 8,9% frente aos dois primeiros meses de 2025.

No segmento de veículos eletrificados, foram comercializadas 28,1 mil unidades no acumulado do bimestre, sendo 43% produzidas no Brasil. Calvet afirmou que esse desempenho reflete os investimentos em tecnologia e capacidade produtiva anunciados pelas fábricas nos últimos anos.

Fatores que pressionam o setor

A Anfavea também apontou que a elevação da taxa Selic ao longo de 2025 prejudicou a indústria e o consumo, com impacto especialmente forte sobre os emplacamentos de veículos pesados. Embora o Comitê de Política Monetária tenha sinalizado início de redução da Selic, a associação estima que o mercado leve cerca de sete meses para sentir os efeitos, com respostas esperadas no começo de 2027.

Além disso, o conflito no Oriente Médio já afeta o preço do barril de petróleo e a logística global. Segundo a entidade, não há, por ora, alerta de desabastecimento de componentes e matérias-primas, mas as fábricas no Brasil seguem monitorando a situação, cuja influência concreta sobre a produção ainda não está definida.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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