Um levantamento da Serasa Experian aponta que mais de 38,2 milhões de brasileiros têm perfil de consumo voltado ao delivery, com concentração predominante nas classes B e C. Juntas, essas duas faixas socioeconômicas somam 91,5% do público identificado pela pesquisa.
Quem compõe o público
O estudo mostra que a classe C representa 52% dos consumidores com perfil de pedir delivery, percentual superior aos 39,9% que o grupo ocupa na população geral. A classe B abriga 39,5% desse mercado, apesar de corresponder a 17,5% da população brasileira. A classe A concentra 7,2% dos usuários de delivery, enquanto as classes D e E têm participação reduzida, respondendo por 0,9% e 0,1%, respectivamente.
Renda predominante e fatia de alta renda
Quanto à renda, a maior parte dos consumidores de delivery recebe até R$ 4 mil por mês. A pesquisa aponta que 34,5% têm rendimento de até R$ 2 mil e 29,9% ganham entre R$ 2 mil e R$ 4 mil — totalizando 64,4% do grupo. Ao mesmo tempo, 12,3% dos usuários têm renda mensal superior a R$ 10 mil, indicando que o serviço também é utilizado por famílias com maior poder aquisitivo.
Comportamentos e motivações
Giovana Giroto, vice-presidente de Marketing Solutions e CMO da Serasa Experian, observa que a combinação de dados de comportamento e renda demonstra que não existe um único perfil de consumidor de delivery. “Os dados mostram que o delivery conversa com públicos bastante relevantes do ponto de vista de escala e recorrência. Ao olhar para classe social e renda de forma combinada, as marcas conseguem entender melhor em quais contextos esse consumo acontece e quais tipos de oferta podem ser mais aderentes a cada audiência”, afirma.
Segundo a executiva, dentro desse universo há consumidores que priorizam preço, cupons, promoções e frete grátis, enquanto outros valorizam conveniência, personalização e programas de fidelidade.
Metodologia
A pesquisa foi realizada por meio do Insights Hub, plataforma analítica da Serasa Experian que utiliza modelos de afinidade, comportamento de consumo e dados socioeconômicos. Foram considerados brasileiros com 18 anos ou mais com perfil de consumo de delivery, cruzando informações sobre classe social, renda e hábitos de compra. A análise respeitou as disposições da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Com informações de Paranaibamais




