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domingo, novembro 8, 2026

Relatora amplia projeto sobre combustíveis e inclui benefícios a fertilizantes e minerais críticos

A deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO) alterou o parecer do projeto que autoriza o uso de receita extra de petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis, incluindo benefícios fiscais para setores como minerais críticos e produção de fertilizantes. O texto foi protocolado na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (12).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia informado a intenção do governo de ampliar o escopo da proposta, que também prevê isenção fiscal para a Copa do Mundo Feminina, programada para 2027 no Brasil. A iniciativa, conforme a versão final do parecer, chegou a ser discutida na noite de terça-feira (11) em reunião com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, antes de ser fechada para votação prevista para a quarta.

Principais pontos do parecer

Segundo o texto, o governo poderá reduzir tributos federais incidentes sobre combustíveis e compensar a perda de arrecadação com o aumento extraordinário de receitas obtidas pela União em razão da alta internacional do petróleo. Para isso, estarão disponíveis royalties e participações especiais decorrentes da exploração de petróleo e gás natural, impostos recolhidos pelo setor de óleo e gás e dividendos de estatais vinculadas ao segmento.

A redução tributária abrangerá importação, produção e comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação.

Para preservar a competitividade dos biocombustíveis, o parecer determina que eventuais cortes de imposto sobre a gasolina não prejudiquem o etanol. Se a tributação federal da gasolina for reduzida em 30% ou mais, as alíquotas sobre o etanol deverão ser zeradas. O governo também fica autorizado a conceder subvenção aos produtores de etanol para mitigar perdas de competitividade; para o período de maio a agosto de 2026, o parecer prevê subvenção de até R$ 1,2 bilhão ao setor. Produtores de etanol poderão usar saldos credores de Pis/Pasep e Cofins, e o texto concede crédito fiscal a projetos destinados à produção de fertilizantes e de suas matérias-primas no Brasil.

Além dos temas tributários, a proposta retira do limite de gastos previsto no Arcabouço Fiscal R$ 2,5 bilhões destinados a investimentos em defesa. O parecer também permite antecipar de 2027 para 2026, em até R$ 3 bilhões, investimentos em educação e saúde financiados pelo Fundo Social (FS).

O projeto esteve na pauta da Câmara várias vezes no primeiro semestre, sem que fosse votado. A versão final foi consolidada após a articulação entre parlamentares e o governo e segue para votação conforme o cronograma da Casa.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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