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domingo, novembro 8, 2026

De malabarista a fabricante: como um negócio de equipamentos circenses recomeçou após quebra

Trajetória e origem do negócio

Juan Pablo Stäger descobriu no malabarismo o ponto de partida para a sua atividade econômica. Uma tentativa despretensiosa de jogar três limões para o alto despertou o interesse que o levou a improvisar equipamentos durante os primeiros treinos, por falta de material adequado no mercado.

Com o aumento das apresentações, especialmente em festas de música eletrônica, Stäger passou a incorporar fogo e outros números ao seu repertório. A dificuldade para encontrar acessórios levou-o a confeccionar os próprios equipamentos para uso pessoal e para as aulas que ministrava, o que acabou gerando demanda de terceiros.

Crescimento, tendência e queda

Em parceria com um amigo, ele ampliou a produção e montou um catálogo que incluía pernas de pau, bolinhas, fitas e outros itens voltados ao universo circense. O negócio ganhou impulso com a popularização do diabolô, brinquedo de origem oriental que se tornou febre entre artistas e praticantes.

No auge da procura, a empresa chegou a empregar 19 pessoas e registrou faturamento anual próximo a R$ 2 milhões. Porém, a moda perdeu força rapidamente e a queda nas vendas deixou a empresa com estoque excessivo — concentrado principalmente em diabolôs — por mais de três anos.

Recomeço e operação atual

Após encerrar a sociedade, Juan recomeçou de forma independente com investimento inicial de R$ 30 mil. Desenha os produtos em casa e faz a produção em uma oficina instalada no terraço do imóvel. Atualmente são cerca de 80 itens próprios, com preços que variam de R$ 20 a R$ 2 mil, destinados tanto a profissionais quanto a iniciantes.

Uma escolha estratégica foi focar o comércio em canais digitais. Segundo Stäger, a opção pelas vendas online precedeu a pandemia, o que permitiu que a operação já estivesse estruturada em logística e sistema de entregas quando a crise sanitária começou. Para 2026, ele projeta crescimento de 20%.

Impacto social e clientes

Além de atender artistas e escolas, a fábrica abastece projetos sociais que utilizam o circo como ferramenta de formação. Parte significativa das vendas no atacado é destinada a iniciativas que trabalham com crianças e jovens, algo que o empreendedor considera motivo de orgulho.

Um exemplo citado é o Unicirco, no Rio de Janeiro, que usa atividades circenses para desenvolver participantes. O coordenador Luiz Frota afirma que o sonho e o propósito dos alunos são fatores que impulsionam o processo de aprendizagem.

A trajetória de Juan Pablo Stäger mostra a transformação de uma prática amadora em um negócio de nicho, com produção própria, venda digital e atuação junto a projetos sociais por todo o país.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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