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domingo, novembro 8, 2026

China planeja enviar cães-robôs à Lua para ajudar a construir estação lunar até 2035

China quer usar cães-robôs para construir e operar estação lunar

A China pretende levar cães-robôs à superfície lunar para auxiliar astronautas na construção e na operação da futura Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), segundo reportagem publicada na semana passada pelo South China Morning Post e baseada em estudo de cientistas da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial divulgado na revista Chinese Space Science and Technology.

O plano prevê uma equipe de três astronautas trabalhando em conjunto com diversos robôs. Na superfície, um dos tripulantes controlaria dois cães-robôs, outro se dedicaria à coleta de amostras e a objetivos científicos, e o terceiro permaneceria dentro de um veículo pressurizado do tamanho de uma van para coordenar a missão e comandar outros robôs quando necessário.

Os robôs teriam funções operacionais e de suporte, incluindo a extração de gelo de água, mineração, uso de materiais locais para construções e transformação de tubos de lava em habitats. Tubos de lava são túneis subterrâneos formados quando a superfície solidifica enquanto o interior de uma antiga corrente de lava se esvazia, criando cavidades.

Além das máquinas quadrúpedes, a proposta descreve uma rede colaborativa composta por robôs com pernas, veículos com rodas e braços articulados que desempenhariam tarefas rotineiras: patrulhas, inspeções diárias, regulação de ar e temperatura, limpeza das áreas habitáveis, cuidados com plantas e preparação de refeições. Os pesquisadores apontam também o papel social que esses robôs poderiam ter, atuando como companhia para reduzir o impacto psicológico do isolamento entre os tripulantes.

Quanto ao cronograma, a China tem a meta de enviar astronautas à Lua antes de 2030 e tornar a ILRS totalmente operacional até 2035, com participação da Rússia e outros parceiros internacionais, em uma instalação planejada nas proximidades do polo sul lunar. Até 2045, Pequim planeja ainda estabelecer uma estação orbital lunar para ampliar o complexo.

Cada módulo da estação teria cerca de três metros de diâmetro, volume interno aproximado de 16 metros cúbicos e massa em torno de dez toneladas. Esses módulos seriam construídos com materiais resistentes à radiação, às grandes variações de temperatura e à poeira lunar, e conectados por corredores de acoplamento.

Antes disso, a missão não tripulada Chang’e-7 está prevista para o final de agosto de 2026, com o objetivo de procurar gelo de água no polo sul lunar, recurso considerado importante para a futura base.

Os pesquisadores reconhecem desafios técnicos: grande parte das inteligências artificiais foi treinada em ambientes terrestres que simulam a Lua, será necessário aperfeiçoar sistemas em solo com margem de erro muito baixa, e a base terá de desenvolver infraestrutura digital própria, incluindo sistemas de comunicação e navegação, para permitir coordenação efetiva entre humanos e robôs em grandes distâncias. Os autores concluem que a exploração futura dependerá de decisões lideradas por astronautas combinadas ao trabalho de robôs autônomos.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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