Quem e o que: A Petrobras informou nesta segunda-feira (17) a identificação de petróleo no poço denominado Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A confirmação foi feita pela presidente da estatal, Magda Chambriard.
Quando e onde: O anúncio ocorreu em coletiva de imprensa realizada em Oiapoque (AP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras autoridades do governo. A descoberta está no bloco FZA-M-59, situado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.
Como foi identificada: Segundo a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos no reservatório foi detectada por meio de perfis elétricos e pela análise de amostras de rochas coletadas durante a perfuração. As operações de perfuração continuam em curso, com foco na avaliação exploratória, mantendo procedimentos de segurança e respeito ao meio ambiente e às comunidades.
Próximas etapas: A empresa informou que a perfuração do poço Morpho ainda deve levar entre 15 e 20 dias para ser concluída, prazo necessário para que seja possível estimar o volume de petróleo presente. A Petrobras também anunciou a previsão de perfurar mais três poços na mesma área, além de outros cinco em áreas adjacentes, como parte do esforço para delimitar e quantificar o potencial da região.
Antecedentes e contexto: Na sexta-feira (14), a estatal havia comunicado a identificação inicial de hidrocarbonetos no bloco, tratando-se, naquele momento, apenas de um indício da presença de petróleo ou gás natural. A Petrobras é a única operadora do bloco FZA-M-59, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP em 2013.
Repercussão institucional: O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) considerou a descoberta relevante não só pela detecção de petróleo, mas também pela possibilidade de exploração e produção em uma nova fronteira no extremo norte do país, além de contribuir para a segurança energética nacional em médio e longo prazos.
Campanha exploratória e investimentos: A descoberta integra uma campanha exploratória mais ampla prevista no Plano de Negócios 2026-2030, que contempla a perfuração de 15 poços na Margem Equatorial e investimentos estimados em US$ 2,5 bilhões na região.
Perguntas a responder: Na fase atual de avaliação exploratória, os trabalhos procuram responder, sobretudo, qual é o volume de hidrocarbonetos no reservatório e se a acumulação tem viabilidade econômica para produção. A coletiva também deveria trazer atualizações sobre o andamento da perfuração, os estudos técnicos previstos e o cronograma da campanha exploratória.
Com informações de G1




