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domingo, novembro 8, 2026

21/07/2026 — Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões enquanto governo promete corte de gastos

A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 40 trilhões, pressionando mercados e reacendendo o debate sobre cortes orçamentários anunciados pelo governo.

O montante de US$ 40 trilhões representa um novo recorde no estoque da dívida americana, alcançado poucos meses após o país ter registrado US$ 39 trilhões em março e aproximadamente US$ 38 trilhões em outubro, conforme registros do Departamento do Tesouro dos EUA.

O avanço do endividamento decorre de gastos que superam a arrecadação federal, com destaque para despesas militares e programas sociais. Em 2025, os Estados Unidos gastaram cerca de US$ 954 bilhões em defesa, segundo o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI), valor equivalente a cerca de 37% do total global em gastos militares. Para 2026, a previsão é de despesas militares superiores a US$ 1 trilhão.

O conflito com o Irã também pesou nas contas: o secretário de Defesa, Pete Hegseth, informou que a guerra custou US$ 37,5 bilhões aos EUA até 21 de julho de 2026. Além disso, o Pentágono pediu ao Congresso um acréscimo de US$ 67,1 bilhões para financiar operações militares e outras necessidades.

Na tentativa de reduzir o déficit, o presidente Donald Trump vem prometendo cortes, com foco na máquina pública — incluindo redução de pessoal, cortes em programas de agências federais e diminuição da ajuda externa. Ao mesmo tempo, a administração busca eliminar despesas que considera supérfluas.

Para financiar o déficit, o Tesouro emite títulos públicos, que atraem recursos de investidores com a promessa de retorno acrescido de juros. A pressão sobre o custo da dívida aumentou recentemente: o rendimento do título do Tesouro americano de 30 anos chegou a 5,34%, o maior patamar desde 2007, indicando maior retorno exigido por investidores para emprestar ao governo nesse prazo.

Em resposta ao aumento dos rendimentos de longo prazo, o Departamento do Tesouro anunciou que dobrará o tamanho de algumas operações de recompra de títulos, passando de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. Essas operações visam melhorar a liquidez e o funcionamento do mercado secundário de títulos. Após o anúncio, o rendimento do Treasury de 30 anos recuou para cerca de 5,18%.

O crescimento da dívida também elevou o peso dos juros no orçamento federal. Nos primeiros dez meses do ano fiscal de 2026, os pagamentos de juros superaram as despesas com o Medicare, tornando-se a segunda maior rubrica do Orçamento, atrás apenas da Previdência Social, conforme informações da Reuters. Juros mais altos tendem a repercutir na economia, influenciando taxas de financiamentos imobiliários, crédito ao consumidor e empréstimos empresariais.

Os EUA operam sob um limite legal de endividamento definido pelo Congresso, atualmente em US$ 41,1 trilhões. Estimativas do Bipartisan Policy Center indicam que o teto pode ser alcançado entre o fim do inverno e meados do verão de 2027, o que deve trazer um novo ciclo de negociações no Legislativo sobre elevar ou suspender o limite.

Economistas acompanham a trajetória do endividamento, a capacidade do governo de honrar os pagamentos de juros e a continuidade da confiança dos investidores em financiar o país.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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