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domingo, novembro 8, 2026

Correios lançam novo Plano de Desligamento Voluntário com incentivo financeiro

Os Correios abriram um novo Plano de Desligamento Voluntário (PDV) com incentivo financeiro para empregados que optarem por deixar a empresa. As inscrições começaram na quinta-feira, 20 de agosto, e seguem até 30 de setembro. A adesão ao programa é facultativa.

O PDV é direcionado a trabalhadores lotados, desde janeiro de 2025, em unidades que já foram afetadas ou que venham a ser incluídas no processo de otimização da rede e reestruturação dos Correios.

O incentivo pago varia conforme a situação individual de cada empregado, levando em conta as rubricas previstas no regulamento, tempo de serviço, idade e possíveis adicionais por aposentadoria e incorporação. O valor do benefício fica entre R$ 24,4 mil e R$ 459 mil, é pago em parcela única e será depositado até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento. Segundo a empresa, o pagamento não sofre incidência de Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS.

A participação no PDV não implica desligamento automático. As adesões serão submetidas à verificação dos requisitos estabelecidos no regulamento e avaliadas conforme as regras do plano, as necessidades operacionais da estatal e a disponibilidade de recursos. O empregado tem a opção de desistir até a data de desligamento informada pela empresa.

Em nota, a direção dos Correios informou que o plano de desligamento integra as ações de reestruturação e de busca por sustentabilidade financeira da estatal, representando um novo ciclo do programa. A empresa afirmou que a medida foi pensada para atender ajustes e particularidades decorrentes do processo de reorganização e que as estimativas de adesão e os impactos financeiros estão contemplados nos estudos e projeções econômicas divulgados anteriormente.

No primeiro PDV aberto no início deste ano, houve 3.181 adesões. A reestruturação previa originalmente a saída de 10 mil empregados neste ano e mais 5 mil em 2025, motivo pelo qual a estatal passou a estudar a abertura de um segundo plano, agora em vigor.

Os Correios enfrentam dificuldades financeiras persistentes: em 2022 encerraram o ano com mais de R$ 700 milhões em déficit; em 2024 o rombo foi de R$ 2,5 bilhões; de janeiro a setembro do ano passado o prejuízo alcançou R$ 6 bilhões; e no primeiro trimestre de 2026 o resultado negativo foi de R$ 3,1 bilhões, montante 82,35% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo foi de R$ 1,7 bilhão. Em 2025 o déficit ficou em R$ 8,5 bilhões, e a estatal projeta cenário ainda mais desfavorável para 2026, com previsão de alcançar superávit apenas em 2027.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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