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domingo, novembro 8, 2026

Arrecadação federal atinge R$ 289,3 bilhões em julho, maior marca para o mês

A arrecadação do governo federal somou R$ 289,3 bilhões em julho deste ano, informou a Receita Federal nesta terça-feira (25). O valor representa alta real de 9% em relação ao mesmo mês de 2025, quando a arrecadação, corrigida pela inflação, foi de R$ 265,5 bilhões.

Motivos do crescimento

Segundo a Receita, o avanço na arrecadação está ligado ao crescimento da atividade econômica e a uma série de alterações tributárias anunciadas nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre as medidas citadas estão o aumento da tributação sobre fundos exclusivos (voltados a renda mais alta) e offshores, alterações na tributação de incentivos (subvenções) estaduais, elevação de tributos sobre combustíveis implementada em 2023 e mantida nos meses seguintes, a reoneração gradual da folha de pagamento, o fim de benefícios para o setor de eventos (Perse) e o início da taxação das apostas (bets).

A Receita também mencionou a elevação do IOF sobre operações de crédito e câmbio e o aumento da tributação sobre juros sobre capital próprio como contribuições para o incremento das receitas.

Receitas com petróleo e exportações

O órgão apontou ainda que a alta do preço do petróleo, pressionada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, elevou as receitas relacionadas ao produto, como royalties e compensações pela extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma cobrança adicional sobre exportações, o que também ajudou a ampliar a arrecadação.

Imagens divulgadas mostram postos na região de Bauru começando a receber bombas de combustível antifraude, segundo reportagem da TV TEM.

Saldo parcial do ano

Nos sete primeiros meses de 2026, a arrecadação federal alcançou R$ 1,87 trilhão sem correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação de preços, o total chegou a R$ 1,9 trilhão entre janeiro e julho, aumento real de 7% em comparação com o mesmo período de 2025, quando a arrecadação ajustada foi de R$ 1,77 trilhão. Esse montante também constitui o maior registro para o período.

Meta fiscal para 2026

O governo conta com o incremento da arrecadação para tentar cumprir a meta fiscal de 2026, que prevê um resultado primário positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Pelo arcabouço fiscal aprovado em 2023, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central, o que significa que a meta será formalmente cumprida se o governo atingir saldo zero ou um superávit de R$ 68,6 bilhões.

O texto do arcabouço permite, porém, que o governo exclua R$ 57,8 bilhões de despesas do cálculo, utilizando esses recursos para pagamento de itens como precatórios. Na prática, essa regra indica uma projeção de déficit de R$ 23,3 bilhões em 2026, mesmo que o resultado oficial para fins da meta mostre número positivo. Se essa projeção se confirmar, as contas públicas devem permanecer negativas ao longo do terceiro mandato do presidente Lula.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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