Amélie Voigt Trejes, catarinense de 20 anos, passou a figurar como a bilionária mais jovem do mundo no ranking anual da Forbes divulgado nesta sexta-feira (28). O patrimônio da herdeira da WEG foi estimado em R$ 6,7 bilhões.
Segundo a publicação, Amélie superou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim, por ser sete semanas mais jovem. Discreta e distante dos holofotes, ela integra a terceira geração das famílias fundadoras da WEG, empresa multinacional brasileira conhecida pela fabricação de motores elétricos e equipamentos para geração e transmissão de energia.
A fortuna de Amélie está atrelada à participação acionária na companhia. Registros societários apontam que ela detém diretamente 5.282.602 ações ordinárias, equivalentes a 0,126% do capital da WEG. Além disso, possui 33,33% da Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda. e 33,33% da Clica Voigt Administradora Ltda., duas holdings familiares divididas igualmente entre ela e os irmãos Felipe e Pedro.
Considerando participações diretas e indiretas, Amélie controla cerca de 106,7 milhões de ações da WEG, o que representa aproximadamente 2,54% do capital da empresa. Ela também integra o bloco controlador da WPA Participações e Serviços S.A., holding que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG, conferindo aos herdeiros influência suficiente para aprovar ou rejeitar decisões estratégicas em assembleias.
A WEG, fundada em 1961 em Jaraguá do Sul (SC) por Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus — cujas iniciais originaram o nome da empresa — evoluiu de fabricante de motores elétricos para um amplo portfólio industrial. A companhia afirma oferecer mais de 1,5 mil linhas de produtos e atua em 41 países, empregando mais de 45 mil colaboradores no mundo. Entre seus produtos estão motores, geradores, transformadores, turbinas, painéis elétricos, sistemas de automação, equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia, carregadores para veículos elétricos, tintas industriais e automotivas, além de inúmeros componentes elétricos.
Nos últimos anos, a WEG foi apontada como uma “fábrica de bilionários”, em razão do modelo de sucessão que manteve o controle concentrado nas famílias fundadoras, levando vários herdeiros a aparecerem entre os brasileiros mais ricos. Entre os jovens bilionários ligados à empresa listados pela Forbes estão: Dora Voigt de Assis, 28 anos, patrimônio de US$ 1,4 bilhão; Felipe Voigt Trejes, 23 anos, US$ 1,1 bilhão; Pedro Voigt Trejes, 23 anos, US$ 1,1 bilhão; Lívia Voigt de Assis, 21 anos, US$ 1,4 bilhão; e Amélie, 20 anos, US$ 1,1 bilhão.
Embora não ocupe cargo executivo na WEG, Amélie integra o grupo de acionistas controladores por meio da estrutura societária familiar, e sua riqueza reflete a valorização das ações da companhia ao longo das últimas décadas.
Com informações de G1




