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sábado, novembro 7, 2026

Trump anuncia ordem para permitir que pecuaristas processem seus próprios alimentos

Presidente anuncia medida contra controle de frigoríficos sobre produção de carne

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28) que está preparando uma ordem executiva para autorizar que pecuaristas e agricultores processem seus próprios alimentos. A declaração foi feita à imprensa na Casa Branca, após a cerimônia em que ele assinou uma outra ordem executiva renomeando o Lago Ontário como “Lago América”.

Trump não informou a data exata de publicação da nova medida, mas disse ter autorizado a elaboração de documentos legais com o objetivo de romper o que classificou como um “poderoso monopólio”. Sem citar empresas por nome, ele afirmou que há anos ouve reclamações de produtores que enfrentam dificuldades diante das grandes processadoras.

Relatório da agência Reuters citado pelo G1 aponta que quatro companhias respondem por cerca de 85% do processamento de carne nos Estados Unidos: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing. As empresas mencionadas não responderam a pedidos de comentário enviados pela agência.

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, informou que a partir de segunda-feira (31) haverá “grandes anúncios” relacionados ao processamento de carne bovina. Entre as ações previstas estão a ampliação da possibilidade de pecuaristas venderem produtos entre estados, maior apoio a pequenos processadores e o cancelamento de “orientações desatualizadas”.

A fala de Trump ocorreu dias após sua participação no podcast do apresentador Glenn Beck, que afirmou que regras do Departamento de Agricultura dos EUA teriam deixado pecuaristas dependentes da indústria de processamento de carnes.

O anúncio também surge em um cenário de alta nos preços dos alimentos nos Estados Unidos, pouco antes das eleições de meio de mandato marcadas para novembro. Dados do Bureau of Labor Statistics mostram que o preço de uma libra (453,59 gramas) de carne moída alcançou US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no começo de 2019.

Segundo especialistas citados pelas agências, a alta nos preços da carne bovina está associada principalmente à redução do rebanho e da produção em um contexto de demanda firme. O rebanho norte-americano encontra-se no menor nível em 75 anos, enquanto o preço do gado atingiu patamares recordes, repassados ao consumidor. A oferta foi ainda mais afetada após a suspensão, em 2025, da maior parte das importações de gado mexicano, devido a preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo. Apesar de serem grandes produtores, os EUA continuam a importar carne para suprir a demanda interna.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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