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quinta-feira, novembro 5, 2026

Quase 500 sites falsos simulam cobrança de pedágio free flow por PIX, aponta pesquisa

Um levantamento da Kaspersky identificou 480 sites fraudulentos que, em um ano, passaram a oferecer cobranças falsas por passagem no sistema free flow, geralmente com pedido de pagamento por PIX.

O free flow é um modelo de pedágio eletrônico sem cancelas, no qual a tarifa é cobrada sem que o veículo precise parar. Segundo o estudo, a criação desses sites cresceu rapidamente: foram detectados 80 novos domínios em apenas uma semana. As páginas falsas costumam apresentar pouco conteúdo institucional, exibem um campo para inserir a placa do veículo e, em seguida, mostram um valor acompanhado de uma chave PIX para que o motorista realize o pagamento.

O levantamento registrou cobranças em torno de R$ 25 em alguns casos, valor escolhido para reduzir desconfiança e se aproximar de tarifas reais. Como comparação, a pesquisa cita a BR-101, onde a passagem de carros de passeio entre Paraty (RJ) e a cidade do Rio de Janeiro pode custar R$ 4,80.

De acordo com a análise, quando o usuário acredita na autenticidade da cobrança e efetua o PIX, os recursos são encaminhados para contas usadas por terceiros — conhecidas na investigação como “laranjas”.

Para mitigar parte do problema, o Ministério dos Transportes atualizou recentemente o aplicativo CNH do Brasil. A nova versão permite aos motoristas consultar, na plataforma que reúne dados da Carteira Nacional de Habilitação e informações sobre multas, as passagens registradas em pedágios do sistema free flow em estradas municipais, estaduais e federais, independentemente da concessionária responsável. O app também informa em qual local houve passagem pelo pórtico e orienta sobre onde e como pagar a tarifa.

Antes da atualização, os condutores precisavam acessar os canais de atendimento de cada concessionária para checar e quitar cobranças, o que dificultava o pagamento e abria espaço para fraudes por meio de sites fraudulentos. A Kaspersky aponta que a centralização das informações no aplicativo é benéfica, mas alerta que criminosos digitais adaptam rapidamente suas abordagens conforme temas em destaque nas notícias e redes sociais, o que pode gerar novas iscas relacionadas ao free flow nos próximos meses, conforme explicação do pesquisador Fabio Assolini.

O estudo não encontrou um número expressivo de aplicativos que imitam o CNH do Brasil, embora já existam apps com nomes muito semelhantes tanto para Android quanto para iPhone.

Como recomendações, a pesquisa orienta consultar passagens do free flow apenas pelo aplicativo oficial CNH Digital (disponível para Android e iPhone); quando o usuário possui uma tag, a cobrança é feita pela operadora do sistema adotado, como fatura mensal ou pagamento antecipado; evitar clicar em mensagens de alerta sobre passagens ou em anúncios em buscadores; e verificar o destinatário do PIX, uma vez que o valor do pedágio não deve ser pago a pessoas físicas ou a fintechs.

As medidas visam reduzir a incidência de golpes e facilitar o acesso à informação sobre cobranças legítimas do sistema free flow.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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