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quinta-feira, novembro 5, 2026

Dólar abre com atenção a dados dos EUA e votação da medida provisória que acaba com a ‘taxa das blusinhas’

O dólar iniciou as negociações desta quinta-feira (3) com investidores atentos à divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos e a discursos de dirigentes do Federal Reserve, fatores que podem influenciar decisões sobre juros e, por consequência, movimentar praças financeiras, o câmbio e os mercados globais. O Ibovespa, principal índice da B3, começa a ser negociado às 10h.

Na agenda americana, às 9h30 (horário de Brasília) saem a balança comercial de julho — com expectativa de aumento do déficit, o que indicaria importações superiores a exportações — e os pedidos semanais de auxílios-desemprego. As falas de dirigentes do Fed também figuram entre os eventos monitorados pelos investidores.

No Congresso, o Senado tem prevista a votação da medida provisória que elimina o imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50, o chamado “taxa das blusinhas”. Na mesma sessão, os senadores analisarão propostas sobre motofrete e mototáxi, alterações na fila do INSS, adicional de fronteira e seguro rural. À tarde, a Câmara dos Deputados deve analisar a medida provisória e discutir propostas relacionadas ao transporte por motocicletas e mudanças na gestão de benefícios do INSS.

Indicadores de desempenho acumulado divulgados pelo mercado apontam: dólar — semana: -1,68%; mês: -1,37%; ano: -6,93%. Ibovespa — semana: +5,43%; mês: +4,39%; ano: +14,94%.

Pesquisa eleitoral e reação dos mercados

A pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na frente com 37% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29% e Augusto Cury (Avante) com 10%. Renan Santos (Missão) tem 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem com 1% cada.

Em cenários de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, com 42% e 41%, respectivamente. Contra outros adversários testados, Lula lidera: Caiado (42% a 37%), Cury (40% a 34%), Renan Santos (43% a 36%) e Zema (44% a 33%).

Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, avaliou que a maior competitividade entre Lula e Flávio Bolsonaro influenciou a reação dos investidores. Segundo ele, “o que era fraqueza tem sido força: mesmo com os escândalos e vazamentos que tivemos ontem em relação ao Banco Master, isso tem soado até positivo. E as pesquisas eleitorais mostraram mais uma vez um páreo duro para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.” Praça acrescentou que o resultado da pesquisa permitiu que investidores com diferentes expectativas sobre a eleição tomassem posições no mercado, um movimento que chamou de “trade eleitoral”: “Isso animou os mercados. Afinal, quando há esperança para os dois lados, acaba agradando ambos: os dois têm esperança de vitória. Então, ambos acabam se posicionando, montando o seu trade eleitoral, digamos assim.”

Projetos em análise e comissão mista

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado analisa uma proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, com transição: 60 dias após promulgação o limite cairia para 42 horas e, após 14 meses, para 40 horas. Se aprovada na CCJ, a PEC seguirá ao plenário do Senado, onde precisa ser votada em dois turnos; alterações exigiriam retorno à Câmara.

Uma comissão mista do Congresso aprovou o parecer da medida provisória que extingue o imposto de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50. A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), manteve o fim do tributo e incluiu um dispositivo para que o Ministério da Fazenda monitore os efeitos da medida sobre indústria, comércio, emprego, renda e arrecadação — a primeira avaliação ocorrerá após três meses e, depois, a cada seis meses, com revisão anual pelo Congresso. Foi rejeitada proposta que daria exclusividade aos Correios para entregas internacionais de até US$ 50. Permanecerá a cobrança do ICMS, de competência estadual.

Panorama internacional

Em Wall Street, as bolsas fecharam em alta, com o Dow Jones subindo 0,56% e os índices S&P 500 e Nasdaq avançando 0,46%, em meio à combinação entre entusiasmo por empresas de inteligência artificial e preocupação com a guerra no Oriente Médio. Na Europa, os principais indicadores recuaram: STOXX 600 (-0,2%), FTSE 100 (-0,30%), DAX (-0,50%) e CAC 40 (-0,26%). Na Ásia, o dia foi de predominância de quedas: Xangai (-0,97%), CSI300 (-1,38%), Hang Seng (-0,07%), Nikkei (-2,85%) e Kospi (-3,99%); apenas Cingapura marcou alta, com +0,59%.

Os mercados domésticos e internacionais seguem acompanhando os dados econômicos, as falas do Fed e as votações no Congresso ao longo do dia.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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