Jornada da Heroína destaca impacto de papéis sociais na saúde de mulheres e homens
Patrícia Naves Garcia, psicóloga e terapeuta sistêmica, chama atenção para o peso da chamada “mulher maravilha” e defende a busca por equilíbrio entre as energias feminina e masculina nas relações e no ambiente de trabalho.
Segundo a proposta apresentada pela Jornada da Heroína, é necessário repensar como expectativas sociais e culturais vêm influenciando o adoecimento de mulheres e o enfraquecimento de homens. A iniciativa propõe um novo olhar sobre essas dinâmicas, colocando em debate as pressões que recaem sobre papéis tradicionais de gênero.
A psicóloga alerta que a figura da “mulher maravilha” — responsável por desempenhar múltiplas funções sem demonstrar fragilidade — tem sido um fator de sobrecarga. Nesse contexto, a defesa do equilíbrio entre as energias feminina e masculina aparece como caminho para reduzir a pressão em ambos os sexos, tanto nas relações pessoais quanto nas organizações e locais de trabalho.
A proposta da Jornada também sugere que a redistribuição de responsabilidades e a valorização de diferentes formas de expressão emocional e comportamental podem contribuir para minimizar consequências negativas à saúde. O movimento enfatiza a necessidade de revisar modelos que exigem perfeição e resistência contínua, apontando para impactos que se manifestam no cotidiano de mulheres e homens.
O tema ganha destaque em um período marcado por homenagens a mulheres: “Março chega com homenagens, flores…”, frase que integra o debate ao lembrar momentos comemorativos em que a reflexão sobre papéis de gênero costuma ser reavivada.
Ao colocar essas questões em pauta, a Jornada da Heroína busca abrir espaço para conversas que promovam mudanças práticas nas relações interpessoais e nas rotinas profissionais, com foco na redução de sobrecarga e na promoção de equilíbrio entre diferentes formas de energia e atuação.
Com informações de Alouberlandia




