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quinta-feira, outubro 22, 2026

Safra de café arábica em Minas deve chegar a 33,4 milhões de sacas em 2026

Pesquisa de campo aponta aumento na produção de café em Minas Gerais

Uma pesquisa de campo realizada pelo Sistema Faemg Senar projeta que a produção de café arábica em Minas Gerais alcançará 33,4 milhões de sacas em 2026. O resultado foi divulgado em 9/9, durante apresentação no Centro de Excelência em Cafeicultura, em Varginha, no Sul de Minas.

O levantamento, que o próprio sistema classificou como o maior já feito no estado sobre a safra cafeeira, coletou informações em 5.155 propriedades rurais distribuídas por 269 municípios, cobrindo aproximadamente 90% da produção de café arábica nas quatro regiões cafeeiras mineiras.

Segundo o estudo, os dados foram obtidos diretamente nas lavouras e incluem informações sobre área cultivada, produtividade, ritmo de colheita, volume já produzido, carga remanescente nas plantas, condições climáticas e fitossanitárias e as expectativas dos produtores.

A metodologia estatística aplicada contou com o suporte científico da Universidade Federal de Lavras (UFLA), por meio do Centro de Inteligência em Mercados.

O número estimado para 2026 é 1,8% superior à projeção divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em maio e 4,7% acima da estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentada em março. O Sistema Faemg Senar afirmou que a comparação entre levantamentos visa complementar as informações disponíveis, ao invés de criar uma disputa entre instituições.

Em relação à safra anterior, a projeção corresponde a um crescimento de cerca de 32,5% frente à estimativa da Conab para 2025. Como esta é a primeira edição da Pesquisa Safra Café, ainda não há uma série histórica própria para analisar tendências no longo prazo.

O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, ressaltou a importância de gerar informações confiáveis a partir do campo para dar visibilidade ao setor e auxiliar na representação dos produtores. A analista de Agronegócio do sistema, Ana Carolina Gomes, afirmou que estatísticas obtidas diretamente nas propriedades podem dar mais segurança ao planejamento e às decisões dos cafeicultores.

O levantamento também destaca desafios enfrentados pela cafeicultura nos últimos anos, como ondas de calor, irregularidade nas chuvas e precipitações durante a colheita, fatores que exigem maior capacidade de planejamento e adaptação dos produtores. A expectativa é ampliar a pesquisa nos próximos anos, incluindo outros estados e espécies de café.

A pesquisa foi promovida a partir de um diagnóstico feito pela Comissão Técnica de Café da Faemg e reúne informações que devem servir de subsídio ao planejamento das propriedades e à tomada de decisão na cadeia produtiva.

Com informações de Gazetadotriangulo

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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